PMDB: Após críticas de Jarbas, agora é Pedro Simon

Mateus Costa, por dentro da política

Em entrevista ao jornal mineiro "O Tempo", o senador gaúcho Pedro Simon decidiu botar o dedo na ferida, concordando com as críticas de Jarbas Vasconcelos. Declarou que o PMDB se oferece para ver quem paga mais e quem ganha mais, numa contundente análise não apenas sobre a sucessão presidencial, mas abrangendo os últimos anos. Em suas palavras, o comando do partido não está à altura de suas responsabilidades, sempre disputando carguinhos e benesses.

Para Simon, entre Dilma Rousseff e José Serra, os dirigentes do PMDB hesitam, imaginando que vantagens poderiam auferir.

Peemedebista histórico, o senador gaúcho foi um dos poucos integrantes da legenda a se solidarizar com as críticas que o senador Jarbas Vasconcelos (PE) fez ao partido. À revista Veja do dia 18, Jarbas disse que "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção" e que "a maioria de seus quadros se move por manipulação de licitações e contratações dirigidas". Sobre o presidente do Senado, José Sarney (AP), atribuiu a intenção de transformar a Casa num feudo da família, a exemplo do que acontece no Maranhão há 40 anos.

As críticas dos senadores à cúpula do PMDB não acrescentaram fatos novos em relação a tudo que se fala do PMDB - um partido fisiológico que abandonou sua história para se apegar a cargos que o ajudam a se tornar mais forte nos Estados e nos municípios a cada eleição.

Parece certo que nem Michel Temer nem José Sarney se preocuparão em responder ao senador gaúcho, classificando-o na mesma situação de Vasconcelos. Para eles terá sido apenas um desabafo. Podem estar enganados, porque o efeito dominó costuma surpreender...

CONGRESSO NACIONAL: Moralidade Já

Mateus Costa, por dentro da política

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e dois deputados – Fernando Gabeira (PV-RJ) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) – iniciaram um novo movimento no Congresso.

Decidiram organizar, já na primeira semana de março, um encontro suprapartidário com o objetivo de formar uma frente parlamentar anticorrupção.

Pelas contas de Gabeira, o grupo pode atrair algo em torno de 30 congressistas de oposição, entre deputados e senadores. A idéia, disse Gabeira, é inaugurar um movimento que, nascido no Congresso, “demonstre capacidade de se articular com a opinião pública”.

“Nesse estágio, vamos nos concentrar no combate à corrupção e as práticas políticas nocivas”, declarou Jarbas. “Precisamos lutar contra a decadência do Congresso”, ecoou Gabeira. “Além disso, é necessário colocar na agenda da campanha a importância da renovação de quadros”.

TSE julgará 7 governadores e abre debate sobre "3º turno"

Mateus Costa, por dentro da política

A partir da terça-feira da próxima semana, o Tribunal Superior Eleitoral pode dar início a uma mudança inédita que, se levada a cabo, causará transformações no quadro político nacional: afastar, em um mesmo ano, 7 dos 27 governadores brasileiros. A transformação atingiria cerca de 30% das unidades da Federação.

A decisão divide especialistas. Há os que defendem a chamada "lei da compra de votos" - legislação eleitoral que a partir de 1999 passou a punir com mais rigor o delito - como uma consolidação do aumento do combate à corrupção. E há aqueles que apontam nela a chance para tentativas abusivas de realizar um "terceiro turno", desprezando os resultados das urnas.

Na próxima semana, o TSE pode afastar o governador Jackson Lago (PDT-MA). Além de compra de votos, o pedetista é acusado de abuso de poder econômico.

Os únicos governadores já afastados pelo TSE foram Mão Santa (Piauí, em 2001) e Flamarion Portela (Roraima, em 2004) e Cássio Cunha Lima (Paraiba, 2009).


O “povo” na sessão da câmara de Vereadores de São Mateus. Por que?


Sexta 20 de fevereiro de 2009

A sessão da câmara de Vereadores de São Mateus teve presença maciça do povo, a maioria em busca do resultado dos contratos temporários. O atual prefeito encaminhou projeto de lei à câmara onde trata desses novos contratos, não estipulando a quantidade de servidores a serem contratados, o que levou a vereadora Soliene B. Ferreira a pedir vista do projeto na sessão passada.

Um projeto de lei de autoria do vereador Sebastião Nina também causou grande discussão no parlamento municipal. Trata o requerimento de renomear a escola do povoado Vila Nova para "Escola Municipal Vanessa Nina". Vale lembrar que Vanessa Nina é a própria filha do autor do projeto e ela está vivinha da silva. O tal projeto foi aprovado pela maioria, tendo a abstenção da vereadora Kátia Thereza, que argumentou sobre a incostitucionalidade do ato, uma vez que a Constituição e a Lei 6.454/77 proibem, em todo território nacional, a denominação de pessoa viva a qualquer bem pertencente à União ou às pessoas jurídicas da administração indireta. A jurisprudência tem estendido o entendimento da norma infra-constitucional para os Estados e Municípios.

O vereador, que tem naquele povoado um de seus redutos eleitorais, tratou de legislar em causa própria. O argumento usado pelos vereadores que aprovaram o PL é que Sebastião Nina tem prestado relevantes trabalhos e levado benefícios para os moradores daquele povoado a vários mandatos e seria justo essa homenagem. E se valeram do fato que muitas escolas e outros orgãos com o nome de Roseana Sarney (ou do Zé Sarney).

Outro PL votado é de autoria do próprio presidente da Câmara, vereador Antônio Carlos Montelo, que cria o Dia Municipal de Combate ao Câncer de Mama em dia 7 de abril - Dia Nacional da Saúde. A importância desse projeto é o de conscientizar a população sobre este problema de saúde das mulheres, o que é salutar. Porém, é preciso que o Executivo, através da Secretaria de Saúde, contrate um profissional especializado para atender a população. Mais uma vez a importância do Conselho Municipal de Saúde no sentido de sugerir esse tipo de política pública.

O presidente também colocou o projeto de lei que exige que os camelôs que vierem comercializar seus produtos em nosso município tenham que pedir a permissão da Secretaria de Administração, assim como pagar as taxas; com isso ajudaria o comercial local, que reclama muito desse tipo de vendedores vindos de outros lugares e não deixam nenhum dinheiro em nossa cidade.

Nessa sessão teve inúmeros requerimentos: para consertar o chafariz da Vila Barreto, reforma da estrada do povoada Conceição de autoria da vereadora Soliene Ferreira, interdição do cemitério do centro da cidade e reforma e ampliação do cemitério da Avenida Piqui, (projeto da vereadora Kátia Thereza), conserto da instalação elétrica da caixa d’água da Vila Brasil, ampliação do PSF na Timbaúba (projeto do vereador Joãozinho Pontual), dentre outros.

Mas uma coisa eu me pergunto, esses requerimentos servem para que? A maioria deles já tinham sido feitos no mandato passado de Rovélio e não foram atendidos.

Por fim já por volta da 13:15h, o povo já com fome, mas à espera do resultado sobre os contratos; pois bem, o projeto foi aprovado, porém o líder do governo deu somente dados verbalmente de que seria em torno de 200 vagas. Assim os presentes (que esperam pelo seu contato) saíram mais aliviados da sessão. Mesmo não tendo um documento legal que prove o número de vagas, esperam que o coronel Rovélio os contratem, já que o concurso não vem, que é a forma legal para um funcionário público entrar no quadro de funcionários do município. E sendo assim, o jeito é se contentar com os famosos contratos temporários de prefeitura.

INSS reclama de interferência de Roseana Sarney

Mateus Costa, por dentro da política

Além de acumular denúncias sobre a forma como são concedidos os registros de filantropia, o CNAS ainda sofre pressão de parlamentares que agem em favor de entidades querendo renovar seus certificados com mais rapidez.

É o caso, por exemplo, da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso. Em ofício encaminhado ao CNAS em 2004, ela pediu que fosse colocado na pauta de julgamentos o processo para renovação do certificado da Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá (Seses), umas das maiores universidades privadas do país e sobre a qual pesam denúncias graves.

Após o pedido da senadora, o CNAS acabou deferindo o Cebas para a Estácio, apesar de a entidade ser alvo de processo no MPS. Contrariado com a decisão, o INSS recorreu ao ministro da Previdência, Luiz Marinho, para que ele cancelasse a renovação do certificado. O ministro, contudo, não decidiu sobre o caso até hoje.

TSE: julgamento de Jacskon Lago adiado de novo

Mateus Costa, por dentro da política

O Tribunal Superior Eleitoral adiou nesta quinta-feira o julgamenteo do processo contra Jackson Lago, acusado de crimes como compra de votos e abuso do poder econômico na campanha eleitoral de 2006.

O pedido de cassação de Jackson Lago foi impetrado pela coligação da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), que perdeu as eleições do Estado em 2006 para Lago.

O relator do processo, ministro Eros Grau, já anunciou voto pela cassação do governador e seu vice, Luiz Porto (PPS), e pela imediata posse de Roseana Sarney.

O julgamento foi adiado porque o ministro Fernando Gonçalves, do TSE, passou mal no final da tarde desta quinta-feira e foi encaminhado para o Instituto do Coração (Incor), em Brasília. De acordo com o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, Fernando Gonçalves o informou que está com o voto pronto e, por isso, gostaria de participar da sessão.

Assim, Britto adiou o julgamento e disse que o caso será retomado na próxima sessão, a ser convocada para quinta-feira da próxima semana.



Depois de Jackson Lago, Tribunal terá que julgar Roseana Sarney


O julgamento desta quinta-feira do governador do Maranhão Jackson Lago no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não acaba com as disputas eleitorais no Estado. O relator do processo contra Lago, ministro Eros Grau, e a Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) do TSE terão que julgar um processo contra a segunda colocada na disputa, a senadora Roseana Sarney. Trata-se do agravo de instrumento 10625, que acusa Roseana de abuso de poder econômico e de ter pago as despesas eleitorais da coligação União Democrática Independente, formada pelo PSL, PTC e PCdoB.

Segundo o processo ao qual o site Congresso em Foco teve acesso, a principal prova contra Roseana é a doação de R$ 168,7 mil para a coligação que tinha, em 2006, 116 candidatos a deputado federal e estadual. Os autores da denúncia são o candidato a governador em 2006 pelo PSDB e sobrinho do atual governador, Aderson Lago, e o candidato a deputado pela coligação União Democrática, Celso Augusto Ribeiro.

De acordo com os denunciantes, o dinheiro foi usado em troca de apoio político dos três partidos (PSL, PTC e PCdoB). Além disso, cartazes com a foto de Roseana junto com o nome dos deputados da União Democrática são usados como provas.

Em São Luis: ato público em apoio a Jackson Lago

Mateus Costa, por dentro da política

Realizado ontem a noite em frente ao Palácio dos Leões, na capital do Estado, um grande ato público contra a cassação do mandato do governador Jackson e do vice-governador Luis Carlos Porto pelo TSE no julgamento que ocorre hoje a noite.

Participaram do ato, dentre outros políticos maranhenses, o líder nacional do MST, João Pedro Stédile, o líder camponês Manoel da Conceição, o ex-senador pelo Amapá, João Capiberibe, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB-AP) e a vereadora amapaense Cristina Almeida (PSB). Todos traçaram duras críticas ao senador amapaense José Sarney e condenaram a cassação de Jackson Lago.

Janete lembrou que, com a família Sarney, o Maranhão alcançou os piores indicadores do Brasil. “Após seu afastamento, alguns indicadores já dão sinais de melhora. No Amapá, onde Sarney ampliou seu domínio e impôs seu jeito de fazer política, os indicadores são cada vez piores”, alertou a deputada.

A vereadora macapaense Cristina Almeida, ex-candidata ao Senado que quase derrotou Sarney nas eleições de 2006 no Amapá, declarou que considera lamentável o que está acontecendo no Maranhão. “A Roseana, filha do Sarney, perdeu a eleição pelo voto popular, e agora tenta ganhar no tapetão”.

Ela acrescentou que o Brasil inteiro acompanhou as eleições de 2006. “Eu estive aqui, no Maranhão, durante a campanha do segundo turno, e testemunhei o grande feito daquela campanha: o Dr. Jackson Lago ganhou, e agora cria-se este clima de instabilidade, de incerteza, mas se vê o povo mobilizado em praça pública, para dizer ao país inteiro que não quer o retrocesso. O povo maranhense quer avançar. O que o povo maranhense não quer é voltar ao passado”, enfatizou Cristina Almeida.

Chega o dia D

Mateus Costa, por dentro da política

Hoje, a partir das 7 horas da noite, os ministros do TSE voltam a julgar o processo de cassação do mandato do governador Jackson Lago e de seu vice, Luiz Carlos Porto. Ambos são acusados por compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2006.

O julgamento que definiria o futuro de Lago já foi interrompido em duas ocasiões. No dia 10 de dezembro passado, a sessão foi suspensa porque o ministro Joaquim Barbosa se declarou suspeito para votar, alegando motivos pessoais. Como substituto foi convocado o ministro Ricardo Lewandowski, mas o julgamento foi adiado com base no artigo 134 do regimento interno do Supremo Tribunal Federal, que também se aplica so TSE. Pelo artigo “não participarão do julgamento os ministros que não tenham assistido ao relatório ou aos debates, salvo quando se derem por esclarecidos."

Desta forma, o julgamento do processo será retomado hoje com nova leitura do relatório e com as sustentações orais dos advogados de defesa e acusação. Único a votar até o momento, o relator do caso, ministro Eros Grau, defendeu a cassação do mandato do governador. O voto já foi lido no dia 18 de dezembro do ano passado, antes de o ministro Félix Fischer pedir vista do processo, alegando precisar de mais tempo para analisar as denúncias.

Para assistir o julgamento ao vivo na TV Justiça, acesso o endereço http://www.tvjustica.jus.br/assista_online.php
durante a transmissão não faça downloads para não haver cortes.

Caso Jorge Moreno um dilema para a corte de Justiça do Marnhão

Nesta quarta-feira, dia 18 de fevereiro, fui a São Luis ver o julgamento do juiz Jorge Moreno, no plenário do Tribunal de Justiça do Maranhão, localizado na Av. Pedro II, em frente à Prefeitura de São Luís.

O julgamento do processo administrativo foi movido pelo Deputado Max Barros, [do grupo Sarney] e o juiz Jorge Moreno, da comarca de Santa Quitéria, foi afastado há dois anos por ter denunciado o esquema de fraudes e desvios de recursos do Programa Luz Para Todos no Maranhão.

Moreno ficou conhecido internacionalmente por ter zerado o déficit de registros civis de nascimento em Santa Quitéria. Por essa razão, ganhou o Prêmio Nacional de Direitos Humanos e foi homenageado pelas Nações Unidas. Em seguida, o município de Santa Quitéria virou nome de um prêmio da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Mais detalhes na matéria postada no dia 17.


Para o grupo político dos Sarney, o juiz Moreno foi identificado como defensor dos direitos humanos e dos movimentos sociais, o que, no Maranhão, é considerado uma afronta entre a maioria dos magistrados.
No TJ, a desembargadora Nelma Sarney, cunhada de José Sarney (é casada com um irmão do senador, Ronaldo Sarney) e corregedora do TRE, na materia da revista fala que ela assumiu pessoalmente a função de convencer os demais desembargadores a punir Moreno com a aposentadoria compulsória. [entretanto hoje ela surpreendeu a todos mudando seu voto para a punição de “apenas” transferir de comarca o acusado. Essa alma quer reza! ]

O relator do processo de Moreno é o desembargador Mário Lima Reis. Ele ficou conhecido quando foi obrigado a depor na CPI da Grilagem de Terras, instalada no Congresso Nacional nos anos 80, durante o mandato presidencial de José Sarney.

A revista Carta Capital tem como título da matéria "Devassa no tribunal" e eu vi e presencie a encarnação desse título, pois enquanto inúmeros juízes no Maranhão são acusados de corrupção, vendas de sentenças e diabo a quatro, um juiz como Moreno que vemos seu histórico de magistrado e de ser humano sendo aplaudido pelo mundo todo é questionado por essa corte. O Juiz Moreno é está sendo acusado de fazer política partidária pra qual partido? Não foi falado de qual partido seria Moreno como assim política partidária?

Algo engraçado aconteceu, um dos “acusadores” que não me lembro o nome agora, que retrucava contra a punição branda de só transferir o juiz de comarca, falou: Se mandarem ele pra Bacabal, pra Peritoró, pra Santa Rita ou qual que outra cidade ele continuará politicando. O que é estar politicando? É levar cidadania? É fazer com que o povo saiba de seus direitos e não tratem o juiz ou outra autoridade com se fosse Deus, e sim como um funcionário do povo? Só sei que me deu ânsia de vômito ouvir aquelas falações de ilustres representantes da democracia e da justiça. (Mas acho que deveria ser tambem da viajem.)

Por fim adiaram por outra vez o julgamento, pediram vista. Creio eu que “eles” estão com receio de absorver Moreno ou de condenar. Por que?

OAB-MA pede afastamento de juízes sob suspeita

por Mateus Costa

A Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão pediu o afastamento preventivo de todos os magistrados do Estado apontados como envolvidos em ilícitos no relatório de inspeção feita pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Juízes são citados em suposto comércio de sentenças, prática do TQQ - magistrados que só dão expediente nas terças, quartas e quintas-feiras - e pagamento irregular de diárias a desembargadores.

A presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) sustenta que a corte não pode ter a sua idoneidade e importância subjugadas em virtude da divulgação dos resultados de inspeções pontuais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)

CNJ realiza devassa no Tribunal de Justiça do Maranhão

Mateus Costa, por dentro da política


Há quinze dias, veio à tona o mais impressionante relatório sobre o submundo de corrupção, nepotismo e inépcia do Judiciário brasileiro. Trata-se de casos ocorridos no Tribunal de Justiça do Maranhão, confraria cevada à sombra de quatro décadas pelo grupo político do senador José Sarney (PMDB). O relatório é o resultado de um mês de fiscalização da corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), comandada pelo ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O texto, divulgado em 29 de janeiro e disponivel em http://www.cnj.jus.br/images/imprensa/maranhao_relatorio_final_3.doc, revela as entranhas do Poder Judiciário do estado.

Dipp comandou uma audiência pública realizada em 28 de novembro de 2008, na sede do TJ-MA, com a presença de desembargadores e funcionários. O ministro e uma equipe de fiscais colheram centenas de depoimentos, boa parte deles em sigilo, para evitar retaliações contra os denunciantes. Em seguida, foram fiscalizadas dezenove varas na capital, dezesseis varas no interior e duas penitenciárias. O resultado é uma lista interminável de irregularidades de um tribunal marcado pela malversação de dinheiro público e pela morosidade absoluta na condução dos processos. A ação do CNJ não foi, contudo, de uma expedição punitiva, mas um suporte importante para a ação do Ministério Público Estadual. “Esse é um trabalho para o aprimoramento do Judiciário brasileiro”, afirma o ministro Dipp.

O CNJ descobriu que o TJ-MA é uma espécie de paraíso do nepotismo. Para manter parentes empregados, os desembargadores chegam a convocar servidores lotados a 500 quilômetros de São Luís para encher os gabinetes da capital. Cada gabinete tem dezoito funcionários, a maioria sem um único servidor de carreira. Segundo o relatório, apenas 10% dos funcionários do TJ fizeram algum tipo de concurso público. Além disso, é impossível, fisicamente, colocá-los a trabalhar ao mesmo tempo. Simplesmente, não há lugar para todos.

Na tentativa de evitar o caos, algumas medidas foram tomadas pelo atual presidente do TJ do Maranhão, desembargador Raimundo Cutrim. Embora não tenha instituído nenhum mecanismo de controle de frequência dos servidores, por iniciativa própria o TJ-MA reduziu a jornada de trabalho de oito para seis horas diárias (aí incluída a hora do almoço), o que transformou o expediente do tribunal num arrazoado de pouco mais de quatro horas por dia de uma semana bem enxuta, de apenas três dias, de terça a quinta-feira. Além disso, por causa do inchaço de servidores, o curto expediente foi dividido em dois turnos. Para manter essa estrutura precária, os 24 desembargadores do tribunal dão uma despesa conjunta de 2,5 milhões de reais mensais. Diante disso, o CNJ deu quinze dias para o tribunal informar os nomes e, principalmente, os sobrenomes de todos os funcionários. Quer identificar parentes contratados nos gabinetes, inclusive os beneficiados pela chamada contratação cruzada, entre os desembargadores.

Dipp constatou, ainda, haver 144 policiais militares deslocados do trabalho de rua para tomar conta das casas e dos parentes dos desembargadores do TJ do Maranhão. Os PMs foram requisitados por Cutrim. Enquanto isso, há diversas ocorrências de assaltos a fóruns no interior por falta de policiamento, como no município de Codó. Outro, de Santa Luzia, foi invadido e incendiado, após a divulgação de panfletos anônimos pela cidade, onde se incitava a população a resolver as pendengas judiciais pondo fogo no tribunal local. Dito e feito. Em 1º de janeiro de 2009, foram destruídos pelas labaredas que tomaram conta do fórum 9.731 processos. Até hoje, nenhum culpado foi identificado pela polícia maranhense.

Um dos eventos mais graves detectados pelo CNJ foi a prática de bloqueios judiciais em contas de bancos no Maranhão, sem critérios claros, em favor de desembargadores, juízes e promotores de Justiça. Todos, autores de ações de restituição de contribuições previdenciárias, a maioria lesiva aos cofres estaduais. E de pouco adianta ao cidadão reclamar. Em 2007, foram impetradas 120 representações contra magistrados maranhenses, mas nunca houve uma única sanção contra eles.

O CNJ reuniu provas contra diversos magistrados. Um deles, o desembargador Augusto Galba Maranhão, atualmente aposentado, também foi denunciado pelos promotores Marcos Valentim e João Leonardo Sousa Pires Leal, das promotorias de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, por irregularidades cometidas na folha de pagamento, no período em que ele foi presidente do tribunal, entre julho de 2006 e abril de 2007. Galba e outras doze pessoas, aí incluída a mulher, Celina Ramos Maranhão, são acusados de causar um prejuízo de mais de 350 mil reais aos cofres públicos por meio de desvios de vencimentos de cargos comissionados da presidência do TJ-MA. O CNJ também está prestes a concluir, com auxílio do Tribunal de Contas da União, uma auditoria completa sobre o esquema do desvio de dinheiro na folha de pagamento do tribunal.

Responsável por muitas das denúncias apuradas pelo CNJ, Aníbal Lins, presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça do Maranhão (Sindjus-MA), comemorou a divulgação do relatório, mas ainda desconfia da disposição da corregedoria do TJ-MA em corrigir as irregularidades apontadas pelo ministro Dipp – sobretudo por conta das ligações políticas dos desembargadores. O Tribunal leva o nome de Sarney Costa, pai do senador Sarney (já a sede do Tribunal de Contas do Estado chama-se Governadora Roseana Sarney Murad). O relatório do CNJ, aliás, pôs a obra de reforma do anexo do fórum sob suspeita. Os serviços foram orçados em 39,4 milhões, mas esses valores, de acordo com o conselho nacional, foram superfaturados.

A ação do CNJ gerou pânico dentro do TJ do Maranhão e obrigou o corregedor-geral, Jamil Gedeon, a instaurar, logo após a divulgação do relatório, “correição geral extraordinária” em seis varas cíveis e na 4ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, para apurar denúncias e indícios de irregularidades. Entre os investigados, dois juízes estão na mira do corregedor: Douglas Amorim (3ª Vara Cível) e Luiz Gonzaga (8ª Vara Cível). Trata-se de uma dupla do barulho. Recentemente, Amorim concedeu liminar requerida por Gonzaga para determinar a censura de reportagem de um blog independente, o “Blogue do Colunão”, do jornalista maranhense Walter Rodrigues, referente à venda de sentenças no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral.

Estão, portanto, sob investigação os titulares das seis varas cíveis postas sob “correição extraordinária”: Nemias Nunes Carvalho, Douglas Amorim, José de Arimatéia Silva, Abraão Lincoln Sauáia, Luiz Carlos Nunes Freire e Luiz Gonzaga. O juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública, igualmente sob correição, é Megbel Abdalla. Ele e Gonzaga também integram o TRE, designados pelo Tribunal de Justiça.

Além da ação do CNJ, pesou na iniciativa do corregedor-geral os protestos públicos do desembargador Bayma Araújo, decano do TJ. Ele cobrou publicamente a investigação de denúncias e fortes indícios de corrupção nessas varas. O magistrado decidiu pronunciar-se depois que o juiz Megbel Abdalla, da 4ª Vara da Fazenda Pública, na virada do ano, concedeu liminar a uma empresa de transporte, a Viatur. Abdalla determinou a penhora e o saque de 6 milhões de reais dos cofres da prefeitura de São Luís. Bayma cassou a liminar e deixou claro que suspeitava das motivações do juiz.

Em seguida, o decano insurgiu-se contra a escolha por sorteio dos juízes José de Arimatéia Silva (5ª Vara Cível) e Luiz Gonzaga (8ª Vara Cível), para a função de “juiz convocado”, uma espécie de desembargador interino que substitui os titulares de férias ou de licença. Ele disse não poder aceitar Arimatéia e Gonzaga na função de desembargador porque pesavam contra ambos graves suspeitas de corrupção. Em 1999, José de Arimatéia foi investigado pela CPI do Narcotráfico da Câmara dos Deputados por conceder decisões favoráveis à quadrilha comandada pelo ex-deputado federal José Gerardo de Abreu, cassado em 2006, acusado de comandar o crime organizado no Maranhão. O plenário do TJ apoiou por unanimidade o pronunciamento do decano e declarou a inidoneidade de ambos os magistrados ao anular o resultado do sorteio.

O ambiente de caça às bruxas acabou por adiar o julgamento do juiz Jorge Moreno, da comarca de Santa Quitéria, afastado há dois anos por ter denunciado o esquema de fraudes e desvios de recursos do Programa Luz Para Todos no Maranhão. Moreno ficou conhecido internacionalmente por ter zerado o déficit de registros civis de nascimento em Santa Quitéria. Por essa razão, ganhou o Prêmio Nacional de Direitos Humanos e foi homenageado pelas Nações Unidas. Em seguida, o município de Santa Quitéria virou nome de um prêmio da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. No processo, o juiz cassado alegou ausência de pleno direito de defesa. Um dos desembargadores solicitou, então, pedido de vista para apreciar melhor a situação – e deixar baixar a poeira levantada pelo relatório do CNJ.

O processo contra Moreno teve iniciativa na ação de um deputado estadual, Max Barros (DEM), um dos herdeiros políticos do coronelismo local. Barros foi secretário de Roseana Sarney e um dos responsáveis pelo setor de obras do estado. Para o grupo político dos Sarney, o juiz Moreno foi identificado como defensor dos direitos humanos e dos movimentos sociais, o que, no Maranhão, é considerado uma afronta entre a maioria dos magistrados. “Os movimentos sociais são vistos como perturbadores da ordem. Os interesses do Estado estão acima e é superior aos interesses da coletividade”, avalia o magistrado.

No TJ, a desembargadora Nelma Sarney, cunhada de José Sarney (é casada com um irmão do senador, Ronaldo Sarney) e corregedora do TRE, assumiu pessoalmente a função de convencer os demais desembargadores a punir Moreno com a aposentadoria compulsória. O argumento fundamental é o de impor o temor aos demais juízes que queiram bater de frente com a estrutura viciada detectada pelo relatório do CNJ.

O relator do processo de Moreno é o desembargador Mário Lima Reis. Ele ficou conhecido quando foi obrigado a depor na CPI da Grilagem de Terras, instalada no Congresso Nacional nos anos 80, durante o mandato presidencial de José Sarney. À época juiz de Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão, Reis foi acusado de expedir liminares de reintegração de posse favoráveis aos grileiros, sempre com recomendação de uso de força policial, origem de vários conflitos que resultaram no assassinato de lideranças rurais na divisa do Maranhão com o Tocantins. Desde então, Reis odeia tudo que diz respeito a movimentos sociais, aos quais o juiz Moreno é explicitamente engajado, no estado.

Há outros eventos ocorridos no TJ do Maranhão que foram reportados em caráter sigiloso ao CNJ, prontos para ser investigados. Um deles, emblemático, diz respeito a duas decisões judiciais proferidas pelos juízes Abraão Lincoln Sauáia, da 6ª Vara Cível, e Nemias Nunes Carvalho, então na 2ª Vara Cível. As duas sentenças são rigorosamente iguais, em todos os termos, com o emprego dos mesmos jargões jurídicos, clichês, com as mesmas citações de obras jurídicas e de jurisprudências. A dupla de juízes bloqueou 4,3 milhões de reais das contas da Companhia de Eletricidade do Maranhão (Cemar). O bloqueio foi em favor da empreiteira Vega Serviços de Construção Elétrica e Civil Ltda., com a mesma minuta de decisão.

PARAÍBA: Governador cassado pelo TSE. Segundo colocado assume.

Mateus Costa, por dentro da política

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral decidiram, por unanimidade, manter a cassação do governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e, por 5 votos a 2, determinaram a posse do senador José Maranhão (PMDB), segundo colocado nas eleições de 2006. À esta decisão - a posse do segundo colocado - os ministros Arnaldo Versiani e Félix Fischer votaram contra, defendendo a eleição de um novo governador pelos deputados estaduais.

Versiani levantou uma nova tese, e defendeu que não era o segundo lugar quem deveria assumiu o Governo do Estado, mas sim deveria ser feita uma nova eleição na Paraíba. E que ela devera ser indireta, via Assembléia Legislativa, já que a decisão sobre a cassação foi tomada já no segundo biênio do mandato.
O TSE considerou que, mesmo com as denúncias de irregularidades que atingiram o governador cassado e o vice, José Lacerda Neto (DEM), a eleição de 2006 foi válida e, por isso, José Maranhão assume o cargo. O novo vice-governador da Paraíba é Luciano Cartaxo (PT), atualmente vereador em João Pessoa e companheiro de chapa do peemedebista durante o pleito.

O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, afirmou que a Assembleia Legislativa da PB e o TRE serão comunicados nesta quarta (18) sobre a cassação dos mandatos de Cunha Lima e do vice. Segundo ele, o afastamento dos dois deverá ocorrer no mesmo dia, assim como a posse de José Maranhão. De acordo com Ayres Britto, cabe à assembléia marcar o horário da solenidade.

À decisão, ainda cabe recurso, mas somente no Supremo Tribunal Federal (STF).

A grande expectativa agora é sobre o julgamento pelo TSE do governador Jackson Lago no dia 19.

Começou o processo de cassação do “coronel” Rovélio?


16 de fevereiro, aconteceu a polêmica audiência sobre o possível crime eleitoral do atual prefeito Rovélio (PV) . Com um atraso, pois fora marcada para as 15:00h e só por volta das 17:00h é que de fato começou.


Como esperado, uma multidão se concentrou em frente ao Fórum de Justiça de São Mateus. Houveram algumas perturbações, como tiros de fogos, o que criou um clima tenso. Contudo, a polícia militar conteve os que tentavam tirar o clima de cidadania que estava no local.


O juiz Mário Márcio, da comarca de Anajatuba, (como sabemos não temos por enquanto um juiz titular; o Dr. Marco Aurélio ainda está de férias e o TRE está nos encaminhando de outras comarcas), começou a audiência onde foram ouvidas as testemunhas que o advogado Miltinho Aragão (PSB) apresentou; Rovélio (PV) queria colocar algumas testemunhas mas não conseguiu pois, desde que começou a acusação e as inúmeras tentativas de intima-lo, não tinha apresentado nenhuma testemunha. Entretanto, o juiz ouviu apenas o senhor Domingos Junior, empresário e dono de posto de gasolina na cidade. O mesmo presta serviços à prefeitura. Não foi ouvido como testemunha apenas como ouvinte. Segundo informações as falas de Domingos Junior não foram muito favoráveis a seu padrão Rovélio pois, favoreciam em tese, até mesmo as provas da acusação.


Logo após o Juiz e o Promotor ouvirem as testemunhas e anexaram aos autos do caso, que contém provas contundentes. Por volta das 22:40h terminou a célebre audiência. Miltinho sai com uma multidão de simpatizantes para sua residência onde teria feito um discurso caloroso que foi interrompido pela falta de energia elétrica as 23:00h. Enquanto isso seus amigos e simpatizantes soltaram fogos comemorando o primeiro passo rumo a possível cassação do Coronel Rovélio.

Rovélio por sua vez não ficou por baixo e também saiu com seus “amigos” e funcionários contratados para sua residência onde comemoravam o término da audiência em ritmos de músicas da campanha eleitoral de 2008.

Vale ressaltar que Rovélio não falou na audiência; quando tentou falar foi impedindo por Miltinho que argumentou à Justiça que ele não era testemunha e por isso não tava incluído no interrogatório; assim o coronel-prefeito baixou a cabeça e só ouvia . Estavam presentes, além das testemunhas, Genilson Alves (PT) candidato a vice-prefeito de Miltinho e Zé Maria (DEM) , também candidato a vice de Rovélio na eleição de 2008.


Apesar de partidários de Miltinho estarem confiante com a essa primeira audiência, sabemos também que Rovélio é muito astuto.

O Juiz Mário Márcio marcou para dia 05 de março nova audiência com o restante de testemunha que faltam ser ouvidas, além de dar os procedimentos legais que o caso requer.

Uma alternativa para a Segurança Pública de São Mateus?






A Secretaria de Estado de Segurança Cidadã (Sesec), por meio do Programa "Planos Locais" realizou no último sábado, 14, a solenidade de posse dos conselheiros de segurança cidadã dos municípios de Vargem Grande e Buriti, no interior do estado. O Esteve presente à solenidade a secretária de Segurança Cidadã, Euridice Vidigal, o representante do Ministério Público Estadual, promotor Benedito de Jesus Nascimento, do delegado geral da Policia Civil do Maranhão, Antonio Bezerra dos Santos Filho, o comandante geral da Policia Militar, coronel Francisco Mello, o secretário adjunto de administração penitenciário Sindonis Sousa Cruz e o prefeito do município Miguel Rodrigues Fernandes.
O Conselho, que é articulado à Secretaria de Segurança Cidadã, é responsável por diagnosticar e discutir problemas de segurança em suas respectivas comunidades, buscando soluções e exercendo o controle social junto ao poder público, possibilitando práticas de ações estratégicas preventivas na área de segurança cidadã, debatendo novas propostas de políticas públicas no combate à criminalidade e promovendo o desenvolvimento humano.
Os Conselheiros cidadãos comuns da região treinados e capacitados que atuarão em conjunto com o poder público.
O município de Vargem Grande foi o primeiro a adotar essa iniciativa em todo o Estado do Maranhão, nessa etapa de interiorização do programa.
A Secretária falou: "Nunca tinha sido feito um projeto como esse na história do Maranhão. É uma oportunidade única para se discutir sistematicamente a questão da segurança nessa comunidade.A criação do núcleo do conselho na cidade de Vargem Grande nada mais é que o restrito cumprimento da participação da sociedade civil em pé de igualdade com o poder público dando o suporte necessário no combate à criminalidade. Se o cidadão comum não estiver incluído em qualquer projeto de segurança pública, não contem com a minha admiração. O conselho é o braço armado dessa comunidade", enalteceu a secretaria
fonte: Jornal Pequeno
A notícia é apropriada para o “clima” que estamos vivendo, todavia se for como os inúmeros conselhos paritário que temos em São Mateus, seria melhor nem implantar, mas , com o “caos” que está a Segurança Pública em São Mateus faz mister recorrer até para a criança de um Conselho Municipal de Segurança Cidadã, mesmo sabendo que sua pratica será impedida pelas mesmas pessoas que não fazem funcionar os Conselho da; Saúde , da Criança e do Adolescente, da Assistência entre outros que já existe (no papel) mas que não reúnem e não articulam as políticas publica setoriais. Para a implantação do supracitado Conselho a câmara de vereadores o Prefeito e a população tem que agir e exigir-lo. É um espaço democrático que reza na Constituição de 1988 e que podemos usá-lo para minimizar essa situação caótica que estamos vivendo. Mas o Estado deve fazer medidas de combate a violência urgentes , pois as ação desse Conselho é de auxiliar, opinar, controlar e exigir do estado e não de fazer o papel dele.

Mais de 20 assaltos e 2 assassinatos em menos de um mês.






Por: Cleyton Ferreira Lima


CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2009
FRATERNIDADE E SEGURANÇA PÚBLICA
“A paz é fruto da justiça” (Is 32, 17)
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

• É uma campanha que começa na quaresma, ( na quarta feira de cinzas logo após o carnaval) da Igreja Católica do Brasil, mas que se uni a outras denominações e sociedade em geral , para temas atuais.
• A CF (campanha da fraternidade) é especialmente manifestada na evangelização libertadora,
– Clama a renovar a vida da Igreja
– A transformar a sociedade,
– A partir de temas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus.
Independente da fé do leitor essa campanha é um instrumento para que todos participe, a CF 2009 que tem esse tema tão atual, mostra a preocupação da sociedade de modo especial para nós da cidade de São mateus que vivi um momento de grande violência e (in) segurança . A CF tem como principais eixos; Chamado à conversão, incentiva a prática de gestos concretos de fraternidade, transformando situações injustas e não cristãs, Atualizadora da mensagem de Cristo
É hora de suscitar o debate sobre a segurança publica em São Mateus e cultivar uma cultura de paz. Para isso todos devem se empenhar , convido primeiro se indignar e se sensibilizar com a causa , depois nos mobilizar para que juntos possamos sair desse caos que já chegou nossa pequena cidade.
• A situação esta tão complicada que já foram mais de 20 assaltos e 2 mortes essas, por motivos fúteis tudo em menos de um mês , sem contar aquelas que ninguem fica sabendo. As ruas com pouca iluminação a princípio seriam os alvos dos assaltantes que furtavam : celulares , bicicletas e dinheiros das vitimas , mas como não se tinha ( e não tem) um efetivo policial melhor e viatura , os assaltantes migraram também para o centro da cidade, onde inúmeros comerciantes foram vítimas durante o dia e a “boquinha da noite” [entre as 18 a 20h] assim como alguns clientes que estavam nos estabelecimentos. Mas diferentemente de alguns formadores de opinião que falam na cidade e querem que a população pague duas vezes por segurança publica , já se pagam imposto e ainda querem "vaquinha" para ajudar a Policia . Devemos é cobrar das autoridades e se tornar também colaboradores em outro sentido como denunciar possíveis criminosos, uxiliar a policia em campanhas cidadãs entre outras .
• O Governo do Estado esse sim atreves da sua Secretaria de Segurança Cidadã, é responsável legal pela Segurança Pública . Deve-se pressionar o Governador tanto pelo responsável do Município senhor Rovelio como por nos Sociedade Civil, seria oportuno se fazer uma Audiência Publica com representes da Secretaria supracitada, como também com autoridades do município e Judiciário local, mas que tenha espaço para que o povo seja ouvido por esses representantes. Vale lembrar que já foi feito algo nesse sentido no ano passado, é infelizmente Jose Henrique (na época delegado de São Mateus) nem Rovelio (prefeito) nem mesmo Marco Aurélio (juiz da comarca) foram ao ato publico. Por que?
• Quanto à prefeitura municipal deve se efetivar urgentemente a guarda municipal essa sim é obrigação do Prefeito e já esta em lei aprovada pelos vereadores, só falta o “coronel” Rovelio por em pratica.
Estaremos juntos nessa luta apartidária e de cidadania para uma cultura de paz para nosas cidade. A partir da quarta feria de cinzas se Deus quiser, estaremos pontuando mais sobre a CF 2009. Iremos mostrar que violência vai amais alem de assaltos e mortes que Também devem ser discutidas.
obs: Secretaria de Segurança Cidadã do Maranhão: http://www.sesec.ma.gov.br/

Sarney no Senado é um retrocesso, diz Jarbas

Mateus Costa, por dentro da política

Para o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) o senador José Sarney (PMDB-AP) não vai conseguir recuperar, tampouco melhorar, a imagem da Casa. “Acho que Tião Viana tem muito mais compromisso dentro do Senado para melhorar e resgatar essa imagem que está hoje do que qualquer outro candidato. Vez por outra, o Senado está percorrendo as páginas policiais. É preciso verificar isso, porque é ruim para a instituição e para o Congresso Nacional”, declarou Jarbas, em entrevista à Rádio Jovem Pan de SP
.

Segundo ele, o pecado de Sarney é fazer parte do grupo do senador alagoano Renan Calheiros (PMDB), que seria a personificação da imagem negativa da política nacional. A mesma lógica vale para a tentativa de Renan de assumir a liderança do partido na Casa, no lugar de Valdir Raupp (RO). “Isso é muito ruim. Muito ruim mesmo, porque o episódio (da cassação) foi marcante. Ele escapou por uma margem pequena da cassação do mandato. A base do governo é isso. Esse PMDB guloso que só faz política na base do toma lá dá cá”, disparou.

Ainda explicando os motivos pelos quais não votaria em Sarney, Jarbas disse que não se surpreendeu quando o ex-presidente anunciou sua candidatura e afirmou que toda essa articulação é comandada por Renan. Inclusive, para ele, a investida de Garibaldi para tentar a reeleição, mesmo sabendo que era juridicamente inviável, não passou de uma estratégia para esquentar a cadeira para Sarney. “Ele sabia que era inviável a candidatura e estava, na prática, guardando o lugar para Sarney. Isso era também, sem dúvida, mais uma jogada de Renan”, afirmou.

PF: Grampo de Sarney e Fernando vaza para o You Tube

por Mateus Costa

O trecho do diálogo por telefone entre o senador José Sarney e o filho, o empresário Fernando Sarney, que consta nas investigações da Polícia Federal vazou para a internet, através do site You Tube. A gravação legal realizada pela PF tem pouco mais de três minutos e foi substrato de matérias em vários meios de comunicação locais e nacionais.


Trechos do grampo da PF:

Sarney – Meu filho, esse negócio que eu li hoje do filho do Aderson Lago e do Aderson Lago, meu filho, esse sujeito foi muito cruel com a gente (…). Escreveu outro dia aquele artigo me insultando de uma maneira brutal. Vamos botar isso na TV.
Fernando – (…) não sei por que essa pressa. Fiz isso desde o começo, consegui os documentos.
Sarney – Eu vi hoje no Walter Rodrigues (que mantém um blog voltado para a política maranhense)…
Fernando – Viu não, foi vazado propositadamente (…)
Sarney – Põe na TV. Manda botar o destino do dinheiro recebido (…)
Fernando – O cara já está aqui, da Globo (…)
Sarney – Falou com ele isso, não?
Fernando – Falei com ele, mostrei tudo (…). Mas calma, não precisa pressa, não precisa pressão.
Sarney – Pressão, não rapaz.
Fernando – (…) Passei para o Sérgio (não identificado), tô soltando no jornal pouco a pouco, a
vazada foi proposital (…).

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

Confira o áudio do grampo no link: http://www.youtube.com/watch?v=ivgnuP1hbMY

Acompanhe a reportagem veiculada em O Imparcial, na última segunda-feira:

SÃO PAULO - O senador José Sarney (PMDB-AP) e seu filho Fernando Sarney aparecem em uma escuta legal da Polícia Federal discutindo o uso de duas empresas do grupo de comunicação da família para veicular denúncias contra seus rivais do grupo do governador Jackson Lago (PDT).

É o que mostra a reportagem de Leonardo Souza e Felipe Seligman, publicada ontem na Folha de S. Paulo.

Eleito presidente do Senado, Sarney e Lago travam uma batalha política no Maranhão. O governador do Maranhão também é acusado pelo grupo de Sarney de utilizar a mídia local para atacá-lo.

A PF realizou os grampos durante a operação Boi Barrica, que apura movimentações financeiras de empresas da família Sarney no período eleitoral de 2006.

Em um diálogo registrado em 17 de abril de 2008, o senador e o filho, tratam de uma denúncia publicada num blog do Maranhão (o do jornalista Walter Rodrigues) contra Aderson e seu filho, Aderson Neto.

Na conversa, Sarney manda Fernando levar ao ar na TV Mirante (de sua propriedade) uma reportagem sobre o caso, ressaltando que Aderson o insultou de “maneira brutal” num artigo.

Fernando dá a entender ao pai que foi ele quem vazou a informação ao blog e que estava preparando reportagem sobre o tema tanto na TV, como no jornal da família (O Estado do Maranhão).

Ao tratar do insulto sofrido, possivelmente, Sarney se referia a um artigo publicado por Aderson no Jornal Pequeno e em O Imparcial, em 15 de maio de 2007.

No texto, Aderson chamou Sarney de “velho oligarca” e disse que luta contra o grupo do ex-presidente desde 1990, tendo feito “algumas denúncias que mais incomodaram naquele que desejou ser o dono do Maranhão”

Segundo o blog, Neto teria se envolvido em desvios de recursos públicos de convênios firmados entre a Prefeitura de Caxias e o governo estadual.

Os veículos de comunicação da família Sarney são a TV Mirante - afiliada da Rede Globo - e o jornal “O Estado do Maranhão”. Como as emissoras de TV são concessões públicas, a lei 4.117/62 proíbe seu uso para fins políticos. Procurado pela Folha, o senador não quis se manifestar sobre o assunto.

O suposto vazamento de informações pela agência seria sobre a Operação Boi Barrica, em que a PF investiga a possibilidade de uma empresa de Fernando Sarney estar envolvida com esquema de financiamento ilegal na campanha eleitoral de 2006.