Senado na Berlinda

Mateus Costa, por dentro da política
Alô!
Cada senador tem direito a dois celulares (sem limites de gasto) e um fixo pago (limite de R$ 500). Pelo menos 122 servidores também tem celulares pagos pela Casa. A conta anual é salgada: R$ 547 mil. Pra economizar, Sarney reduziu para R$ 300 o gasto mensal de celular. Mas somente o dos servidores.

Alô, papai!
A filha do senador Tião Viana fez uma viagem de 15 dias para o México em janeiro. Levou na bagagem o celular do senador, pago pelo contribuinte. Até terça-feira a noite, quase dois meses depois da viagem, o senador não sabia o valor da conta. A imprensa deu em cima e ele se responsabilizou pela ligações feitas pela filha. "Seja de R$ 1 ou R$50mil".

Alô, papai 2
Segundo O Globo, o senador emprestou o celular para localizar a filha, mas "ela assumiu o compromisso de
não fazer nenhuma ligação", disse o senador. Papel de pai zeloso.

Será?
Tião Viana, que perdeu a presidência do Senado para José Sarney, suspeita de que o vazamento sobre esses gastos poderia ter partido do gabinete de Sarney. "Se querem me intimidar com isso, quero deixar claro que, pela minha filha, respondo eu. Felizmente, ela não tem sobre a mesa R$ 2 milhões e nem tem a Polícia Federal à sua volta" disparou o senador, numa referência ao montante descoberto pela PF na sede da empresa Lunus, da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) e de seu marido, quando ela se lançou pré-candidata à Presidência da República, em 2002.
Ouça a crítica da Lúcia Hipólito, comentarista política da Rádio CBN




Sem trabalhar
O Senado pagou aos servidores mais de R$ 6 milhões com horas extra em janeiro durante o recesso parlamentar. Sarney classificou isso como "absurdo".

Sem trabalhar 2
O Ministério Público Federal e a Procuradoria da República intimaram o presidente do Senado para informar sobre o pagamento de horas extras aos servidores em pleno recesso parlamentar.

Informar como?
Sarney terá de informar a necessidade de extensão da jornada de trabalho, o percentual da remuneração referente às horas extras e a identificação dos servidores que receberam os valores adicionais

Sem controle
A procuradora da República, Ana Carolina Roman, questiona se realmente existe controle sobre a jornada de trabalho dos servidores do Senado. “No caso de extrapolação do horário normal de funcionamento da Casa em função de seções de votação no Senado, como se faz a verificação de quais servidores devem prestar serviços extraordinários e como se faz a comprovação de que efetivamente foram prestadas horas de trabalho extraordinário?”.

A próxima vítima
Primeiro foi Agaciel Maia, diretor-geral do Senado, que omitiu da Receita uma mansão de R$ 5milhões. Depois, foi João Carlos Zogbi, diretor de Recursos Humanos da Casa, por conta do apartamento funcional de 18O m2. cedido aos filhos (deixou o ap cedido pelo Senado aos servidores para morar em uma casa de mais de 700m2 no Lago Sul).
Quem será o próximo diretor do Senado a cair?



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