Em
pleno Estado Democrático de Direito o prefeito de São Mateus do Maranhão,
Francisco Róvélio Nunes Pessoa, tomou mais uma atitude de ditador, os casos
atualmente mais parece episódios da cidade de Brogodó, novela Cordel Encantado
da TV Globo , um coronel que pensa que é rei de São Mateus, manda, desmanda,
não respeita justiça já agrediu verbalmente uma professora por ser negra,
mandou que seus “seguranças” batessem em um jornalista, entre outras peripécias,
a mais recente foi proibir que alguns acadêmicos do Curso de Serviço Social da
UNITINS, estagiassem na prefeitura de São Mateus, os mesmos foram exilados.
Um pouco de Historia...
Durante
a Ditadura Militar, muitos brasileiros deixaram o país e seguiram para o
exterior. Era o início do exílio. Porém, diferente do que previam seus
algozes, o exílio não diminuiu a luta da classe intelectualizada brasileira, pelo contrário, mais e mais esses
intelectuais orgânicos se fortaleceram, justamente por estarem no exílio. A
grande maioria saiu do Brasil em razão de suas posições políticas. No caso dos
acadêmicos de São Mateus do Maranhão, o prefeito foi taxativo em dizer que não
aceitaria que estagiassem em “sua” prefeitura os que não votaram nele.
Atualidade...
Entre
os acadêmicos exilados estava eu e mais algumas colegas que não posso mencionar
o nome, mas o fato já é público e notório na cidade. Fomos apoiados em São Mateus, pelos
profissionais da Assistência Social, por alguns partidários do próprio prefeito,
mas mesmo assim o ditador não aceitou-nos. No entanto fomos aceitos nas cidades vizinha
de Matões do Norte, Alto Alegre e Bacabal, O grupo que participo ficou em
Bacabal. Poderíamos tentar os meios jurídicos para barrar o ditame do atual
prefeito, todavia com isso atrasaríamos mais o estágio nosso, e principalmente dos
colegas que ficaram em São Mateus. Depois
desse exílio percebemos que a luta por democracia em São Mateus poderia ser
feita através da consciência do povo, pois mesmo tendo que ser exilados, amamos
nossa querida São Mateus do Maranhão e fomentaremos que pelos meios
democráticos iremos mostrar que a prefeitura não tem dono, ou melhor o povo é que
é o dono , pois todo poder emana do POVO. Assim, esperamos que o coronel ou
outro que venha substituí-lo tenha a grandeza de pedir perdão aos acadêmicos de
São Mateus, para limpar a macula que deixou na história da educação da cidade.
No exílio...
Durante o estágio/exílio foram
realizadas algumas atividades que vierem somar com o que foi estudado na
Universidade, fazendo essa ponte entre a teoria e a prática, observamos as
demandas, o corpo funcional do CRAS assim como a política exercida no local, que
está dentro da Política de Assistência Social, mais precisamente na Proteção
Social Básica. Participamos da Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional.
Algo que percebo que deveria ser discutido em nossa cidade.
Planejamos, estudamos e participamos
da semana de Combate ao Abuso e Exploração sexual de Crianças e Adolescentes,
comemorada nos dias 17 a 19 de junho, com participação do Ministério Público,
Sociedade Civil e Poder Público de Bacabal, soube que enquanto isso em São
Mateus até tentaram, mas não saiu muito bem, devido à chuva.
O estágio/exílio deu sua devida
contribuição à nossa formação acadêmica, estudamos a centralidade do
atendimento da Família no CRAS. Tivemos a oportunidade de fazer uma visita institucional
em uma escola pública, acompanhamos a Assistente Social supervisora de campo em
visitas domiciliares e fizemos estudo de caso. Participamos da Conferência
Municipal do Idoso, da onde surgiu o Projeto de Intervenção: “O perigo dos
empréstimos consignado aos Idosos”, realizado no dia 13 de julho de 2011 no
próprio CRAS com um grupo de convivência de Idosos. E por fim participamos da
Conferencia Municipal de Assistência Social nos dia 19 e 20 de julho.
Obrigado a Secretária de
Assistência Social de Bacabal, senhora Roseane Maria do Nascimento Silva que em
nome do Prefeito da cidade nos recebeu muito bem, a coordenadora do CRAS do bairro
D’areia Maria das Graças Silva Muniz e a
Assistente Social do Paula Verônica Filgueiras Silva que magnificamente nos
supervisionou no campo de estágio e a todos da equipe do CRAS de Bacabal que de
uma forma ou de outra nos ajudaram a subir mais esse degrau.
Obrigado ao prefeito de São Mateus, sem esse
exílio talvez não teríamos tido êxito em nosso estágio.
2 comentários:
Parabéns a equipe de SERVIÇO SOCIAL, as informações passadas ao público interessado ficou top de linha, vejo que foi de grande importância o que foi debatido na sociedade, foi útil para cidade de Bacabal (mais poderia ser mais útil ainda para nossa querida cidade que precisa tanto quanto a cidade vizinha). Testemunhamos quase todos os dias os golpes aplicados em pessoas idosas, vocês transmitiram informações, alertas, e acima de tudo, o conhecimento para identificação de um "golpe". Fico muito triste em saber que tudo isso foi "exilado" da nossa cidade, que todas essas informações hoje poderiam ajudar muitas pessoas que precisam.
Att.,
Carla de Oliveira
Como assistente social não poderia de fazer um comentário. Acredito que a não aceitação do Prefeito de São Domingos aos acadêmicos foi demasiadamente arbitrária.Contudo, não podemos esquecer que essa opção pelo ensino EAD é precarissíma e somente com muito esfoço pessoal vcs conseguirão adquirir a competência teórica de um AS formado sobre as bases da teoria marxista com ensino presencial. Eu sou contra o ensino a distância, por acreditar que ele é falho na formação profissional. Os CRESS devem lutar para fechar universidades com essa proposta de ensino, fato é que algumas delas já estão fechando. Mas se há alunos nesse módulo de ensino é justo que eles terminem o que já comecaram.
No mercado de trabalho onde não impera relações clientelistas, um profissional EAD não concorre em pé de iqualdade com os demais graduados presenciais.
Boa Sorte!
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