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Lançamento de livro sobre São Mateus do Maranhão

Professor Domingos Lopes - Foto André Carvalho



O professor, mestre e doutor Domingos Lopes nasceu em um lugarejo de Pindaré-Mirim, mas fincou sua história política, religiosa e de educador em São Mateus do Maranhão. Fomentador da busca pelo conhecimento e do compartilhamento deste, Domingos Lopes escreveu um livro de estudos sociais, sobre a cidade de São Mateus do Maranhão com conteúdos históricos, políticos, ambientais, socioeconômicos, culturais e demais fatos inerentes ao município.

Na noite do dia 12/12/2012 no especo Vip Domingos Lopes fez uma noite de autógrafos do seu livro, onde amigos e simpatizantes estiveram prestigiando. 

Companhia de Petróleo Rio Tapuio S.A.



Veja como são as coisas caros leitores o causo é verdadeiro e aconteceu aqui mesmo em São Mateus com Zé de Lia - de botar gasolina no poço que estava cavando nas terras onde hoje é a Fazenda Tapuio, do Zildene Falcão, para tentar vender o terreno mais caro - aconteceu de verdade.  
Mas pelo que estamos vendo hoje, com a descoberta de gás em Lima Campos e outros municípios vizinhos, acho que em breve - termos uma agradável surpresa - com a notícia de que São Mateus também possui essas riquezas minerais...

Portanto, Zé de Lia tinha razão, quando afirmou que o petróleo é nosso!

Companhia de Petróleo Rio Tapuio S.A.

Por Nelin Vieira 


O vaqueiro Zé de Lia, pernambucano do sertão dos Iamuns, depois de dois meses de viagem tocando uma boiada chegou em São Mateus do Maranhão no dia 26 de dezembro de 1961 — data da criação do município. O gado pertencia ao fazendeiro Toinho Alonso, cujo filho, o João do Coco, ficaria conhecido na cidade e região por sua casa de vender coco d’água que tem as paredes forradas de cartazes de políticos, e suas previsões eleitorais infalíveis. Após entregar as 1.500 cabeças de gado ao Seu Alonso, o homem passou uma semana descansando. Foi naqueles dias que resolveu fixar residência na cidade.  

Cresci ouvindo as fantásticas histórias desse fazendeiro que dizia ser irmão de criação do rei do baião, Luiz Gonzaga, e também muito amigo da escritora cearense Rachel de Queiroz. Certa vez ele disse numa roda de amigos que, aos 76 anos de idade, todo suor que havia derramado “trabalhando”, talvez não desse para encher uma garrafa de refrigerante — e das pequenas! — arrematou o em tom de brincadeira, o já então ex-vaqueiro.

Com o dinheiro que recebeu pelo serviço prestado a Toinho Alonso somado a uns trocados que trazia na algibeira, Zé de Lia comprou uma propriedade de cinqüenta hectares de terra, localizada às margens da estrada que corta a cidade, a BR 135. Aí danou-se a plantar, ou melhor, mandar plantar arroz, milho, feijão, mandioca, macaxeira, e melancia. Também contratou logo um vaqueiro para cuidar de cinco vaquinhas, que segundo dizia, foram essas “vaquinhas das tetas de ouro” de que alavancaram sua atividade de pecuarista.

O ex-vaqueiro contava que em menos de seis meses, apenas vendendo leite do seu rebanho, já havia “tirado” o dinheiro empregado na compra da terra. Isso, sem contar com os trocados a mais que sua mulher, dona Joana, vinha juntando com “a venda por fora da espuma”. O negócio “extra” tinha uma justificativa de cunho alimentar, dada pelo futuro dono de poço de petróleo.

— É na espuma que está sustança1 do leite! É ela é que faz o cabra ficar bem forte!

O terreno integrava a atual Fazenda Tapuio, de propriedade do empresário Zildene Falcão2. E naquela terra fértil, a única coisa que não faltava era o líquido preciso chamado água. Mas o novo fazendeiro, como quem ignorasse todo potencial das águas do rio Tapuio, que corta ao meio terreno — não se sabia ainda por qual propósito — buscou o lugar mais alto para abrir um poço. A alegação era de que suas vaquinhas estavam “estranhado a água suja” de riacho.

Com apenas vinte palmos de fundura (mais ou menos quatro metros) a água começou a brotar. Mas o fazendeiro Zé de Lia, depois de uma noite mal dormida — devido pequenos problemas com o vaqueiro Chagas Couro Não Deu, que insistia em “ratear” o dinheiro da venda da espuma com sua mulher —, começou o dia com “espírito de caloteiro do dinheiro público”, e suspendeu imediatamente o serviço de perfuração.

Às sete horas da manhã se arrumou, tomou café com bolo de tapioca, montou em “Topa Tudo”, seu cavalo marchador e foi direto ao Posto Esso, de propriedade do oficial de justiça Capa Bode onde “negociou à prazo” duzentos litros de gasolina com o gerente Elpídio Tinoco Aragão. O Maneta que era o bombeiro — e sabia que Zé de Lia não possuía carro  —  ainda tentou saber o que diabo iria fazer com tanto combustível. A resposta do fazendeiro ao intrometido empregado foi o silêncio.

O petróleo foi transportado na carroça do empresário Milton Aragão. Mas um pequeno incidente quase estraga os planos do fazendeiro Zé de Lia. Como a tampa do tonel estava aberta, o cheiro forte da gasolina terminou embriagando o boi “Paquetão” que quase caia dentro do poço. A tragédia só não foi maior porque o vaqueiro Carlos Broca e o tenente Valmir Pé de Burro conseguiram segurar o boi e a carroça.

Mas o tonel com os duzentos litros de gasolina — que parecia saber seu destino — foi parar no fundo o poço. Enquanto o ex-vaqueiro cuidava do “Paquetão”, os dois auxiliares retiraram o tambor que já estava vazio. E quando o prezepeiro Zé de Lia chegou na beira do buraco, botou as mãos na cabeça e bastante apreensivo falou:

— Ainda bem que salvamos o boi, a carroça e tonel — Mas a minha gasolina, a essa altura já está perto do Japão!

Plano arquitetado. Parte da tarefa executada. Vamos agora conhecer a segunda etapa do enredo...
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Às oito e quinze da noite, logo após ir ao ar o “Repórter Esso3”, Zé de Lia foi à casa do doutor Oswaldo Tupinambá Crisóstomo de Paula Athaíde Castelo Branco, conhecido como “Moeda de Mil”, que era o coletor da cidade e havia sido deputado estadual no Ceará. Ao entrar na Coletoria, o fazendeiro Zé de Lia fez uma encenação de dar inveja a qualquer ator de televisão ou até mesmo de teatro. (Moeda de Mil foi encontrado ali àquela hora porque o morava na própria repartição, para economizar despesas com aluguel).

Zé de Lia tirou o chapéu, botou as mãos na cabeça, começou a andar de um lado pro outro da sala. Ele, que vivia rindo, fechou a cara, impostou a voz e, antes que o coletor perguntasse alguma coisa, demonstrando um fingido desespero, foi logo dizendo.

— Meu grande amigo Tupinambá, agora eu cheguei à conclusão de que realmente atrás do pobre corre um bicho. E é um bicho muito grande doutor Oswaldo!  E não queira nem saber o tamanho. Porque senão o senhor não vai dormir direito hoje — arrematou.

O coletor, que havia perdido a reeleição e, para equilibrar o orçamento, se dispôs a aceitar um cargo em outro estado, morar em cidade pequena, ao ver o amigo tão aflito lembrou-se imediatamente das armadilhas da política. Mas como não queria transformar o balcão da coletoria num muro de lamentações, limitou-se em perguntar o que realmente de tão ruim havia acontecido.

O cavador de poço ao sentir que havia preparado direitinho o terreno, acendeu o charuto de palha e  pediu ao doutor Oswaldo que sentasse.

— Porque o que eu vou contar é coisa pra ouvir sentado — justificou o astuto fazendeiro, sabendo que o ex-deputado era homem de quase setenta anos de idade.

Com o interlocutor sentado, prosseguiu.

 — Doutor, não é que comecei a cavar um “buraquinho” lá na minha fazenda para dar de beber aos animais e — buscando o tom e a expressão adequada ao drama, disse —, desde ontem meu patrão, não sei o que diabo foi o que aconteceu que a água que começou a minar tinha um cheiro diferente.  E quando botei um pouquinho na boca para provar se não era salobra, quase que morro sem fôlego. O cheiro meu amigo era muito forte. Tinha uma catinga de “óleo”. Era uma nata só!

Zé de Lia botou as mãos novamente na cabeça e, fingindo demonstrar que já estivesse sendo perseguido, fingiu não se conteve. E começou a chorar...

— Meu amigo Oswaldo Tupinambá, se for o realmente o que eu estou pensando... — o suspense era sua arma —. Se for petróleo, eu nem sei o que será da minha vida daqui pra frente. Sou pobre, negro, analfabeto, não sei falar bonito assim como vocês e nem tenho advogado. E pelo que estou vendo, ou melhor, pelo que cheirei, se minhas previsões não estiverem erradas... só o senhor que mexe com dinheiro e tem amigos lá em cima, pode me tirar dessa enrascada... Que, sinceramente, já tá fedendo a gasolina queimada.

O coletor que conhecia muito bem o jeitão extrovertido do amigo Zé de Lia, depois de ouvir aquela encenação, mostrou-se apreensivo.  E talvez, por nunca ter visto o fazendeiro brincalhão tão preocupado assim, pediu que se sentasse, e foi buscar um copo de água com açúcar.

Após vê-lo mais calmo, o ex-deputado Tubinambá encontrou um jeitinho e perguntou:

–— Meu amigo Zé de Lia, que história é essa de você dizer que nem sabe mais o que vai ser de sua vida daqui pra frente? Do que é mesmo que você estava falando?

O próspero “fazendeiro” tentando recompor-se do pseudo estado de nervo em que ficara, olhou pro seu amigo coletor e, ainda com ar de preocupação, respondeu:

–— Doutor Castelo Branco, a minha vida a partir de hoje só tem dois caminhos. Ou eu vou ser um dos homens mais rico do Brasil, ou então vou ser processado e morrer “pretinho” na cadeia. Porque, se o senhor não sabe, eu estou metido com “coisa” que só o Governo Federal pode mexer. E caso se confirme o que lhe falei, a única pessoa que eu vejo que pode me ajudar negociar junto ao governo é o senhor que já foi deputado e conhece os homens lá em cima.

Quando o ex-deputado Oswaldo Tupinambá Crisóstomo de Paula Athaíde Castelo Branco começou a juntar as palavras — catinga de óleo, coisa do governo, encrenca com gente grande, o homem mais rico do Brasil —, concluiu que o seu amigo Zé de Lia estava lhe oferecendo a oportunidade de deixar de ser cobrador de impostos — e nunca mais ser importunado nas intermináveis reuniões que só serviam para exigir o aumento de arrecadação.

No mesmo instante o “quase ex-coletor” botou o fazendeiro no seu fusquinha 62 e foram até a fazenda, ou melhor, ao poço de petróleo do rio Tapuio. Quando chegaram, o astuto Zé de Lia fez questão que o amigo descesse numa corda feita de palha de buriti e, pessoalmente, verificasse (com o auxílio de duas lanternas) de onde vinha aquele cheiro forte de petróleo.

“Moeda de Mil” que pesava 132 quilos, levou a coité4 (do fazendeiro beber leite com farinha de puba às cinco horas da manhã) e, lá embaixo, fez diversos testes no centro e na periferia do poço. Ao sair — cansado e meio pouco tonto devido o cheiro forte da gasolina que Zé de Lia havia “mandado” o boi Paquetão” derramar no buraco — não tinha mais nenhuma dúvida de que, pela primeira vez, havia entrado num riquíssimo poço de petróleo.

E ali mesmo na beira da “mina” comprou a fazenda do amigão Zé de Lia “com a porteira fechada” por uma quantia dez vezes o valor de mercado. E durante o jantar — um leitãozinho de quinze quilos — oferecido pelo ex-dono da fazenda, o agora “homem forte do petróleo”, entre uma taça e outra de vinho, também adquiriu o posto de gasolina do Capa Bode.

— Porque — justificou o visionário “Moeda de Mil”, que então adiara viagem programada à capital do estado, São Luis do Maranhão, para prestar contas arrecadação do último trimestre — não faz o menor sentido ter o produto e não possuir o canal de distribuição — o extravagante sonha alto — para aos poucos, ir tornando conhecida no Brasil inteiro e, quem sabe, no resto do mundo a... — suas palavras tinham um sabor especial —  futura Companhia de Petróleo Rio Tapuio S.A.

 Naquela memorável noite do dia 31 de março de 1962 (noite de “grandes negócios”) o empreendedor Zé de Lia, com uma parte do dinheiro do “poço de petróleo”, comprou do Seu Raimundo Gildo as terras da Sumaúma — seis vezes maior do que a fazenda Tapuio — e após saber do professor Eustáquio da existência de uma jazida de calcário em seu novo terreno, o ex-vaqueiro dos Inhamuns se levantou e, de taça na mão, proclamou.

Seu Lobato tinha razão, realmente, o petróleo é nosso!

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1Sustança. Forma antiga de substância, que o nordestino usa para se referir aos nutrientes dos alimentos e ao resultado destes no indivíduo.
2Zildene Falcão é dono citada fazenda há mais ou menos 35 anos e proprietário da empresa dimapi, a maior distribuidora de impressos da região. Foi através de sua generosidade, que o autor e a meninada de sua a geração, nos anos 70, começaram a ler revistas. Doutor Zildene ofertava à população as revistas não vendidas, que chegavam a São Mateus sem as respectivas capas. (N.A.)
3“Repórter Esso” foi o mais famoso programa de rádio...
4Coité é






Ruy Barbosa: o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto



'





















De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto'.
(Ruy Barbosa)

NÃO NASCEMOS PRONTOS



         Há tempos quero comprar o livro “Não Nascemos Prontos” de Mario Sergio Cortella, todavia ainda não consegui... e olha que o livro é barato. Descobri que um compadre meu tem o dito cujo, e no “pingo do meio dia” fui a casa do compadre solicitar o empréstimo do mesmo, com a dificuldade que temos em esquecer de devolver ou de saber para quem emprestamos livros,  resolvemos acordar que eu emprestava um dos meus e ele me emprestava esse que eu queria, por fim, selamos o acordo.  

         Diante da leitura o autor nos esclarece de que "é a insatisfação que nos move" que "quando estamos insatisfeitos, criamos, inovamos, refazemos, modificamos e, assim, vamos nos construindo". Nas primeiras linhas o autor cita Guimarães Rosa que chamar atenção ao fato de que "o animal satisfeito dorme".


         Cortella explana que "gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo". Nosso grande desafio, portanto, é resistir à preguiça, ao repouso. O estar insatisfeito nos leva a conquistar, a criar, inovar, aperfeiçoar, modificar, como diz os consultores de empresas, sair da zona de conforto.

Não nascemos prontos! Eu indico, compre e leia, ou pegue emprestado com um compadre, só lembre de devolver!

Fabian Gomes, filho de São Mateus lança livro evangélico. "Um Coração segundo o D’Ele"


    Recebi de presente o livro “Um Coração segundo o D’Ele”.  É  uma livro fantástico, se possível leia ele, deixe as palavras dele lhe orientar a um novo ânimo, novos esperanças e lhe estimule a ter um coração Segundo o Coração de Deus. O autor é meu amigo, ex colega de escola e de trabalho, mas acima de tudo é um homem que busca ser um Homem Segundo o Coração de Deus. Gomes é um servo de Deus fiquei tão feliz por ele ter concretizado essa obra, e espero ver mais, o homem tem talento e acredito que depois do filho Nícolas(filho) Deus vai lhe iluminar mais ainda. 

Sobre o Autor.
Fabian Gomes

    Fabian Gomes Lima , filho de São Mateus do Maranhão, serve hoje como Evangelista na Igreja Assembléia de Deus em Vitorino Freire-Ma, casado, professor, Capelão, Bacharel em Teologia e Pós-graduado em Ciências da Religião pela Faculdade de Teologia Hokemãh-FATEH. 



O Escritor do livro O Centésimo emprego de Seu lelé Bristol, Nelim Vieira entrega exemplar do seu livro para Blogueiros de São Mateus.

Nelim Vieira lançou o Livro “O Centésimo emprego de Seu lelé Bristol” no Copacabanas Pálace Hotel no Rio de Janeiro, com a presença de muitos amigos, familiares, jornalistas, publicitários e designer gráficos, a mais recente obra do publicitário, jornalista, contista e sindicalista maranhense Nelim Vieira. O livro, publicado pela Halley S.A. Gráfica e Editora, é uma coletânea de ‘causos’ oriundo da terra natal do escritor, São Mateus, no Maranhão O livro retrata contos reais que aconteceram ainda na adolescência de Nelim, quando ele residia em São Mateus, no final da década de 70. A obra tem 338 páginas, recheado de histórias humorísticas de pessoas conhecidas do lugar. As ilustrações ficaram por conta de seu amigo e também conterrâneo, Wilson Caju, chargista diário do Jornal Pequeno; que disse ter lido o livro inteiro para que pudesse elaborar os desenhos da melhor forma possível, além do conhecimento que possuía sobre muitos personagens que fazem parte da obra. O lançamento no Rio de Janeiro foi um verdadeiro sucesso, como disse o autor Nelim Vieira. Nesse final de semana Nelim convidou os blogueiros Jonatas Calos e Cleyton F. Lima para um “bate papo” onde fez a entrega de exemplares do Livro, os jovens receberam o presente com autografo e dedicatória do autor. Creio que seria interessante que a Secretaria de Educação, Cultura e mesmos os professores de literatura da nossa cidade fomentassem a leitura desse livro, assim além da questão pedagógica em si, estaremos insentivando a criatividade dos alunos, quem sabe teremos mais livros de filho de São Mateus do Maranhão?

Maranhão terra da mentira.

Por Pe. Antonio Vieria

...contudo, do que hoje todos esperam, estive considerando comigo que verdades vos diria, e, segundo as notícias que vou tendo desta nossa terra, resolvi-me a vos dizer uma só verdade. Mas que verdade será esta? Não gastemos tempo. A verdade que vos digo é que no Maranhão não há verdade...

... que letra tocaria ao nosso Maranhao? Não há dúvida, que o M. M – Maranhão, M – murmurar, M – motejar, M – maldizer, M – malsinar, M – mexericar, e, sobretudo, M – mentir: mentir com as palavras, mentir com as obras, mentir com os pensamentos, que de todos e por todos os modos aqui se mente. Novelas e novelos, são as duas moedas correntes desta terra , mas tem uma diferença, que as novelas armam-se sobre nada e os novelos armam-se sobre muito para tudo ser moeda falsa...

... Um dia acha que está o Maranhão em um grau, outro dia em meio, outro dia em dois, outro dia em nenhum. E esta é a causa por que os pilotos que não são práticos nesta costa, areiam, e se têm perdido tantos nelas. De maneira que o Sol, que em toda a parte é a regra certa e infalível por onde se medem os tempos, os lugares, as alturas, em chegando à Terra do Maranhão, até ele mente. E Terra onde até o Sol mente, vede que verdade falarão aqueles sobre cujas cabeças e corações ele influi. Vede se é certa a minha verdade: que não há verdade no Maranhão.



Veja o sermão completo aqui

Ex Pároco da Paróquia de São Mateus irá lança livro sobre a questão agrária do Maranhão dia 10 de dezembro.

Do blog São Mateus em off

No próximo dia 10 de dezembro, às 19h00. No auditório do Sindicato dos Bancários do Maranhão, rua do Sol, será relançado o livro "Grilagem, Corrupção e Violência em Terras dos Carajás", de autoria do Padre Victor Asselin (foto) ele que foi um dos primeiros párocos da paróquia de São Mateus do Maranhão e um dos fundadores da Comissão Pastoral da Terra.
Considerada a obra mais completa e que melhor retrata a questão agrária do Maranhão. O relançamento do livro faz parte da programação do Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorado no dia 10 de dezembro.
Ainda no Sindicato dos Bancários serão realizados mais três debates no mesmo dia:

9h30 - Mecanismo de Combate à Tortura;
10h30 - Direito Humano a uma Alimentação Adequada, com Kurt Clays, do Conselho de Segurança Alimentar do Maranhão;
16h30 - Seminário: "Questão Agrária e Direitos Humanos", com o padre Victor Asselin, Manoel da Conceição e Luís Vilanova.

Nelin Vieira- Poeta de São Mateus



Ah, se essa vida não fosse,
Um pedaço tão doce
Desse mundo bom!

Talvez....

Ninguém me visse a sorrir.
Não, por eu não estar sempre aqui,
E sim - se não houvesse o amanhã.

Um amanhã... sem qualquer subordinação
Às "aspas” terríveis do destino.

Porque sou homem - estando longe,
Mas quando chego em São Mateus
Volto
a ser um menino...

...Aquele mesmo menino:

- Que chamava a pessoa pelo nome
- Tinha medo de lobisomem,
- E fazia dente de ouro de papel de Sonrizal.

- Que comprava tudo em mercearias
- Seu “parque” – eram as canoinhas do Zacarias,
- E o “point”, a partir dos 13, era o antigo Bar Central.

- Tinha namoradas em São Mateus e Piqui,
- As “baladas” sempre terminavam no Tamburi
- E sua “praia” - o tapuio do Vai-quem-quer.

- Era amigo do estivador Tá Legal.
“A casa dos pais não tinha cerca no quintal”
- E seu “Shopping” noturno - a famosa rua Pindaré...

Só aqueles que São de São Mateus do Maranhão, sabem muito bem o que significa essas observações.

*Canoinhas do Zacarias: eram balanços de madeira do parque de diversão, instalado na Praça da Matriz durante o festejo do padroeiro da cidade (setembro), e no pátio do Grupo Escolar Santa Clara, no período junino.

*Bar Central: Conhecido também como bar do Zé Gomes. Era o local de encontro de 81,57% dos adolescentes da geração de 70 (a maioria formada por estudantes do Ginásio Bandeirantes).

* Piqui: bairro centenário que deu origem ao município de São Mateus

*Tamburi: árvore localizada às margens da BR 135, que abrigava um comércio (aberto 24h), composto por bares (um cassino), borracharia, barbearia e quiosques (que não deixavam faltar) panelada, sarapatel, carne de sol, ovo frito, buchada, papada de porco e gongo assado na brasa etc.


*Tapuio do Vai-quem-quer: Igarapé (dentro da cidade) que no inverno chega a 500 metros de largura e recebe mais de cinco mil banhistas/dia

*Estivador Tá Legal: em 1968, usava um boné com a frase “Estivador número 1”, daí, entendermos que esse slogan da Brahma foi criado em São Mateus.

*Rua
Pindaré: era o local onde ficavam 84,32% dos bares e casas de cômodos da cidade...

Em tempo: esse índice (84,32%), não tem nada a ver com a inflação do governo do presidente Sarney, em fevereiro de 1990. É apenas coincidência de percentuais da pesquisa realizada pelo Instituto Mão-na-roda.

Nelin Vieira – filho de São Mateus,
sindicalista, publicitário e jornalista..
Escreve na revista Almanaque JP Turismo.
Email: nelinvieira@superig.com.br

Fonte da Imagem: Orkut: Nelin Vieira