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Funk da Lama


Funk da Lama *Zeca Baleiro

Tanto faz se é Ivete ou Shakira,
Tanto faz se é Sá Rodrigues ou Guarabira
Você vai ter que responder pelo o que faz,
Você vai ter que responder pelo o que diz

Tanto faz se é pratão ou se é pelego
Tanto faz se é Pelé ou se é Diego
Você vai ter que responder pelo o que faz,
Você vai ter que responder pelo o que diz

Bota as mãos nas cadeiras vai até o chão com graça
Sua moral do chão não passa,
Bota a mão nas cadeiras dança com malemolência,
Bota a mão na consciência

Vem cachorra, nem precisa de cama,
O mundo tá atoladinho, o mundo tá atoladinho, na lama
O mundo tá atoladinho, o mundo tá atoladinho, na lama
Vem cachorra, nem precisa de cama,
O mundo tá atoladinho, o mundo tá atoladinho, na lama
O mundo tá atoladinho, o mundo tá atoladinho, na lama

Tanto faz se é demonstres ou Palocci
Se é funk Melo ou Marcelo Rossi
Você vai ter que responder pelo o que faz,
Você vai ter que responder pelo o que diz

Tanto faz se é o homem do ano ou mulher pera
Tanto faz se é bom Sonarro ou singa pera,
Você vai ter que responder pelo o que faz,
Você vai ter que responder pelo o que diz

Bota as mãos nas cadeiras vai até o chão com graça
Sua moral do chão não passa,
Bota a mão nas cadeiras dança com malé molenssia,
Bota a mão na consciência

Vem cachorra, nem precisa de cama,
O mundo tá atoladinho, o mundo tá atoladinho na lama
O mundo tá atoladinho, o mundo tá atoladinho na lama
Vem cachorra, nem precisa de cama,
O mundo tá atoladinho, o mundo tá atoladinho, na lama
O mundo tá atoladinho, o mundo tá atoladinho, na lama



Pai - Grupo Revelação

Pai, Pai
Que tudo fez, que tudo faz, ô, Pai, ô, Pai
Pai, Pai
Que é força vida luz e paz, ô, Pai, ô, Pai
Tá todo mundo louco, tá tudo diferente
O rico acha pouco, a gente quer ser gente
O mundo tá uma zona, e o medo dá insônia
O clima tá em coma, coitada da Amazônia
A filha da vizinha nem 13 anos tem
Largou a mamadeira, já teve um neném
E o crime tá na moda, o carro tá blindado
A roda-viva roda, o mundo tá mudado,
Pai, Pai
Que tudo fez, que tudo faz, ô, Pai, ô, Pai
Pai, Pai
Que é força vida luz e paz, ô, Pai, ô, Pai
E o cara que eu votei caiu na CPI
Jurando, "não roubei", quase morri de rir
E o homem vai à lua, se enche de poder
A criança na rua sem ter o que comer
Tá tudo liberado, é só pirataria
Tô sendo assaltado, a letra e melodia
E todo mundo quer é só levar vantagem
Pra meter o pé, ficar de sacanagem
Tá barra do jeito que tá,
tá tudo virado, de pernas pro ar
Será que existe um lugar
Pra gente cantar, ser feliz e sambar?
Pai, Pai
Que tudo fez, que tudo faz, ô, Pai, ô, Pai
Pai, Pai
Que é força vida luz e paz, ô, Pai, ô, Pai

Estado Violência - Titãs


Leia essa música que retrata a real historia de nossa sociedade onde o “estado Violência “ ou seja o executivo, o legislativo e o judiciário é que controla o povo através da alienação, e de leis que geram violência, e só o pobre é que vai em cana. Clicando na musica ao lado esquerdo do blog espere carregar e ouça a música.
Composição: Charles Gavin

Sinto no meu corpo
A dor que angustia
A lei ao meu redor
A lei que eu não queria...
Estado Violência
Estado Hipocrisia
A lei não é minha
A lei que eu não queria...
Meu corpo não é meu
Meu coração é teu
Atrás de portas frias
O homem está só...
Homem em silêncio
Homem na prisão
Homem no escuro
Futuro da nação
Homem em silêncio
Homem na prisão
Homem no escuro
Futuro da nação...

Estado Violência Deixem-me querer
Estado Violência Deixem-me pensar
Estado Violência Deixem-me sentir
Estado Violência Deixem-me em paz...(3x)

O Operário Em Construção


O Operário de Tarsila do Amaral


Minha homenagem a Tarsila do Amaral e a Vinicius de Morais.

O Operário Em Construção (fragmentos)
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
...tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
...
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
...certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão -
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
...
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
...
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
- "Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

Pega Ladrão!

Gabriel O Pensador

Composição: Gabriel O Pensador/tiago Mocotó/aninha Lima/liminha
 
 
"- Vossa Excelência, agora explique, mas não complique!
- Vossa Excelência, eu já expliquei! Eu não vi essa lista.
Eu afirmo com a mais absoluta certeza e sinceridade
Que eu nunca vi essa lista!
Não sei dessa lista, não quero saber e tenho raiva de quem sabe!
Quem disser que eu vi essa lista é um mentiroso,
E vai ter que provar! E se provar, vai se ver comigo!"

Pega ladrão! No Governo!
Pega ladrão! No Congresso!
Pega ladrão! No Senado!
Pega lá na Câmara dos Deputados!
Pega ladrão! No Palanque!
Pega ladrão! No Tribunal!
É por causa desses caras
Que tem gente com fome
Que tem gente matando
Etc e tal...

Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega
Pega, pega ladrão!
A miséria só existe porque tem corrupção!
Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega
Pega, pega ladrão!
Tira do Poder, Bota na prisão!

E você que é um simples mortal
Levando uma vidinha legal
Alguém já te pediu 1 real?
Alguém já te assaltou no sinal?
Você acha que as coisas vão mal?
Ou você tá satisfeito?
Você acha que isso é tudo normal?
Você acha que o país não tem jeito?
Aqui não tem terremoto
Aqui não tem vulcão
Aqui tem tempo bom
Aqui tem muito chão
Aqui tem gente boa
Aqui tem gente honesta
Mas no poder é que tem gente que não presta

"Eu fui eleito e represento o povo brasileiro.
Confie em mim que eu tomo conta do dinheiro."

Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega
Pega, pega ladrão!
A miséria só existe porque tem corrupção!
Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega
Pega, pega ladrão!
Tira do Poder, Bota na prisão!

Tira esse malando do poder executivo!
Tira esse malandro do poder judiciário!
Tira esse malandro do poder legislativo!
Tira do poder que eu já cansei de ser otário!
Tira esse malandro do poder municipal!
Tira esse malandro do governo estadual!
Tira esse malandro do governo federal!
Tira a grana deles e aumenta o meu salário!

"- Tá vendo essa mansão sensacional?
Comprei com o dinheiro desviado do hospital.
- Ah! E o meu cofre cheio de dólar?
É o dinheiro que seria pra fazer mais uma escola.
- Precisa ver minha fazenda! Comprei só com o dinheiro da merenda!
- E o meu filhão? Um milhão só de mesada!
E tudo com o dinheiro das crianças abandonadas.
- E a minha esposa não me leva à falência
Porque eu tapo esse buraco com o rombo da Previdência.
- Vossa excelência, cê não viu meu avião?
Comprei com uma verba que era pra construir prisão!
- E a superlotação?
- Problema do povão! Não temos imunidade? Pra nós não pega não."

Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega
Pega, pega ladrão!
A miséria só existe porque tem corrupção!
Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega
Pega, pega ladrão!
Tira do Poder, Bota na prisão!

A miséria só existe porque tem corrupção
Desemprego só aumenta porque tem corrupção
Violência só explode porque tem tanta miséria e desemprego
Porque tem tanta corrupção!

"Todos que me conhecem sabem muito bem que eu não admito
O enriquecimento do pobre e o empobrecimento do rico."

E você, que nasceu nesse país
E que sonha e que sua pra ser feliz
Você presta atenção no que o candidato diz?
Ou cê vota em qualquer um, seu babaca?
E depois da eleição você cobra resultado?
Ou fica ai parado de braço cruzado?
Cê lembra em quem votou pra deputado?
E quem você botou lá no Senado?

Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega
Pega, pega ladrão!
A miséria só existe porque tem corrupção!
Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega!
Pega, pega ladrão!
Pega, pega
Pega, pega ladrão!
Tira do Poder, Bota na prisão!

"- Como vocês suspeitavam, eu realmente vi essa lista.
Eu vi, mas não li. E digo mais, eu engoli.
Pra que ninguém lesse também. E foi com a melhor das intenções.
Burlei a Lei, mas com toda honestidade!
- Vossa Excelência engoliu a lista?
- Bem, eu a coloquei para dentro do meu organismo,
Num lugar seguro e escuro. De modo que pra todos os efeitos,
Sendo assim desta maneira, eu me reservo ao direito
De não dizer nada mais. Tá tudo publicado nos anais.
- Mas ontem o senhor falou que não viu a lista.
Hoje o senhor fala que viu a lista. E amanhã o senhor...
- Ah! Amanhã ninguém lembra mais!
E o caso da lista vai entrar prá lista dos casos,
Os casos que ficaram pra trás..."

Cálice



Amigos leitores via de regra coloco letras de musicas, elas são crônicas da minha vida e do cotidiano de nossa cidade, a de hoje vai para aqueles que pensam que ainda estamos na ditadura, que pensam em calar a voz e parar os dedos que teclam esse e outros blogs, que intimidam os bons, e se aliam aos maus. É também para os bons que estão sendo amordaçados, silenciados. Mas como dizia o Martin Luter King:
“Eu não tenho medo dos maus, eu tenho medo do silêncio dos bons”.

Cálice


Composição : Chico Buarque e Gilberto Gil
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...(2x)

Como beber
Dessa bebida amarga
Tragar a dor
Engolir a labuta
Mesmo calada a boca
Resta o peito
Silêncio na cidade
Não se escuta
De que me vale
Ser filho da santa
Melhor seria
Ser filho da outra
Outra realidade
Menos morta
Tanta mentira
Tanta força bruta...

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...

Como é difícil
Acordar calado
Se na calada da noite
Eu me dano
Quero lançar
Um grito desumano
Que é uma maneira
De ser escutado
Esse silêncio todo
Me atordoa
Atordoado
Eu permaneço atento
Na arquibancada
Prá a qualquer momento
Ver emergir
O monstro da lagoa...

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...

De muito gorda
A porca já não anda
(Cálice!)
De muito usada
A faca já não corta
Como é difícil
Pai, abrir a porta
(Cálice!)
Essa palavra
Presa na garganta
Esse pileque
Homérico no mundo
De que adianta
Ter boa vontade
Mesmo calado o peito
Resta a cuca
Dos bêbados
Do centro da cidade...

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...

Talvez o mundo
Não seja pequeno
(Cale-se!)
Nem seja a vida
Um fato consumado
(Cale-se!)
Quero inventar
O meu próprio pecado
(Cale-se!)
Quero morrer
Do meu próprio veneno
(Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez
Tua cabeça
(Cale-se!)
Minha cabeça
Perder teu juízo
(Cale-se!)
Quero cheirar fumaça
De óleo diesel
(Cale-se!)
Me embriagar
Até que alguém me esqueça
(Cale-se!)


Até Quando?

Até Quando?

Gabriel O Pensador

Composição : Gabriel o Pensador; Itaal Shur; Tiago Mocotó
 
 
Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer

Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura

(Refrão)
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

(Repete refrão)
Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Você tenta ser contente, não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante
É tudo flagrante
É tudo flagrante

(Refrão x2)
A polícia matou o estudante
Falou que era bandido, chamou de traficante
A justiça prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário

(Refrão x2)
A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco

A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que pra você não ver que programado é você

Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá

Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar
Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar

Escola, esmola
Favela, cadeia
Sem terra, enterra
Sem renda, se renda. Não, não

(Refrão x2)
Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

O Mundo




Zeca Baleiro

Composição: André Abujanra
 
O mundo é pequeno pra caramba
Tem alemão, italiano, italiana
O mundo, filé à milaneza
tem coreano, japones, japoneza
O mundo é uma salada russa
tem nego da Persia, tem nego da Russia
O mundo é uma esfiha de carne
tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire
O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
Açucar é doce, o sal é salgado
O mundo - caquinho de vidro -
tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata, o homem que mente
Por que voce me trata mal
se eu te trato bem?
Por que você me faz o mal
se eu só te faço bem?
Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas linguas

Ideologia, 20 anos sem Cazuza


Ideologia


Cazuza

Composição: Cazuza / Frejat
Meu partido
É um coração partido
E as ilusões
Estão todas perdidas
Os meus sonhos
Foram todos vendidos
Tão barato
Que eu nem acredito
Ah! eu nem acredito...
Que aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora
As festas do "Grand Monde"...
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma prá viver
Ideologia!
Eu quero uma prá viver...
O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs
Não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar
A conta do analista
Prá nunca mais
Ter que saber
Quem eu sou
Ah! saber quem eu sou..
Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro...
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma prá viver
Ideologia!
Prá viver...
Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro...
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma prá viver
Ideologia!
Eu quero uma prá viver..
Ideologia!
Prá viver
Ideologia!
Eu quero uma prá viver...





Seu nome era Agenor de Miranda Araújo Neto, mas ele ficou conhecido como Cazuza. Nesta quarta-feira (7), 20 anos após sua morte, a obra do artista permanece viva como nunca.

Todos Cantam Sua Terra



 





Alcione.
 Composição: João do Vale / Julinho
 

Todo mundo canta sua terra

Eu também vou cantar a minha
Modéstia à parte seu moço
Minha terra é uma belezinha
A praia de olho d’água
Lençóis e Aracagi
Praias bonitas assim
Eu juro que nunca vi
Minha terra tem beleza
Que em versos não sei dizer
Mesmo porque não tem graça
Só se vendo pode crer
Acho bonito até
O jornaleiro a gritar imparcial
Diário
Olha o Globo
Jornal do povo descobriu outro roubo
E os meninos que vendem derrê sol a cantar
Derrê sol derrê ê ê ê ê ê ê sol
E fruta lá tem: juçara
Abricó e buriti
Tem tanja, mangaba e manga
E a gostosa sapoti
E o caboclo da maioba
Vendendo bacuri
Tinha tanta coisa pra falar
Quando estava fazendo esse baião
Que quase me esqueço de dizer
Que essa terra é tão linda é o Maranhão
Ô Maranha, ô Maranhão.

Desemprego

Desemprego


Legião Urbana

Composição: Renato Russo

Não sei se tenho medo

Não sei se tenho medo

Só esse desespero

Esqueço quando bebo

E é mais um aumento

Não tenho mais dinheiro

Atraso o aluguel

Mau compro alimento



Não sei se tenho medo

Não sei se tenho medo

Trabalho o tempo inteiro

To procurando emprego

Quem vai ser despedido?

Quem vai dançar primeiro?

E o pouco que eu recebo

É uma metade pelo meio



Não sei se tenho medo

Não sei se tenho medo

Só esse desespero

Esqueço quando bebo

Quem vai ser despedido?

Quem vai dançar primeiro?

E o pouco que eu recebo

É uma metade pelo meio



Não sei se tenho medo

Não sei se tenho medo...

A serpente (outra lenda)

A serpente (outra lenda)


Zeca Baleiro



céu azul rio anil

dorme a serpente

levanta miss serpente

põe tua lente de contato

mira dos mirantes

os piratas não param de chegar

vem vem ver como é que é

vem sacudir a ilha grande

vem dançar vem dançar

alhadef te espera na casa de nagô

eu quero ver

eu quero ver a serpente acordar

eu quero ver

eu quero ver a serpente acordar

pra nunca mais a cidade dormir

pra nunca mais a cidade dormir

acorda mademoiselle serpente

desfila na rua da inveja dessa gente

vem que o touro encantado

já te espera acordado

ouve o coro do meu batalhão pesado

acorda milady

vem ver são joão

vem cá vem dançar

com teu cazumbá

desperta do sono

derrama veneno

faz tua fuzarca

o teu carnaval

alhadef te espera na casa de nagô

Terra Dos Meus Sonhos


Terra Dos Meus Sonhos


Silvio Brito
Composição: Silvio Brito



Você precisa conhecer a minha terra...
Lá não tem guerra, nem polícia, nem ladrão.
Não tem partidos de esquerda ou de direita,
Todo mundo se respeita, isso que é constituição...
E além de tudo, tem mulheres muito lindas
E guardam ainda no olhar a sedução.
Todos trabalham e se divertem sem censura e com fartura,
Pois é repartido o pão.
Não tem prefeito, nem banqueiro, nem juiz
E no entanto o povo é muito feliz.
Felicidade só se tem quando se doa,
Por isso na minha cidade a vida é boa...
E a vida é boa quando planta-se a semente,
Nem só na terra mas no coração da gente.
Você precisa conhecer a minha terra...
No alto da serra onde a lua beija o chão.
Lá não tem muros, nem um tipo de barreiras,
Preconceitos nem fronteiras de país ou religião.
Num mundo cheio de ternura e alegria,
Onde o amor floresce mais à cada dia,
Crianças crescem livres, fortes e sadias,
Entre os amigos e sem correr nenhum perigo...
É um paraíso aqui na terra e eu suponho,
Que esteja dentro de cada um,
A terra dos meus sonhos...

Felicidade só se tem quando se doa,
Por isso na minha cidade a vida é boa...
E a vida é boa quando planta-se a semente,
Nem só na terra mas no coração da gente.

Mais Que Um Mero Poema

Rosa de Saron      

Composição: Guilherme de Sá
Mais Que Um Mero Poema


 
Parece estranho


Sinto o mundo girando ao contrário

Foi o amor que fugiu da sua casa

E tudo se perdeu no tempo



É triste e real

Eu vejo gente se enfrentando

Por um prato de comida

Água é saliva

Êxtase é alívio, traz o fim dos dias

E enquanto muitos dormem, outros se contorcem

É o frio que segue o rumo e com ele a sua sorte



Você não viu?

Quantas vezes já te alertaram

Que a Terra vai sair de cartaz

E com ela todos que atuaram?

E nada muda, é sempre tão igual

A vida segue a sina



Mães enterram filhos, filhos perdem amigos

Amigos matam primos

Jogam os corpos nas margens dos rios contaminados

Por gigantes barcos

Aquilo no retrato é sangue ou óleo negro?



Aqui jaz um coração que bateu na sua porta às 7 da manhã

Querendo sua atenção, pedindo a esmola de um simples amanhã

Faça uma criança, plante uma semente

Escreva um livro e que ele ensine algo de bom

A vida é mais que um mero poema

Ela é real



É pão e circo, veja

A cada dose destilada, um acidente que alcooliza o ambiente

Estraga qualquer face limpa

De balada em balada vale tudo

E as meninas

Das barrigas tiram os filhos, calam seus meninos

Selam seus destinos

São apenas mais duas histórias destruídas

Há tantas cores vivas caçando outras peles

Movimentando a grife



A moda agora é o humilhado engraxando seu sapato

Em qualquer caso é apenas mais um chato



Aqui jaz um coração que bateu na sua porta às 7 da manhã

Querendo sua atenção, pedindo a esmola de um simples amanhã

Faça uma criança, plante uma semente

Escreva um livro e que ele ensine algo de bom

A vida é mais que um mero poema

Ela é real



E ainda que a velha mania de sair pela tangente

Saia pela culatra

O que se faz aqui, ainda se paga aqui

Deus deu mais que ar, coração e lar

Deu livre arbítrio

E o que você faz?

E o que você faz?



Aqui jaz um coração

Estado Violência - Titãs

Leia essa música que retrata a real historia de nossa sociedade onde o “estado Violência “ ou seja o executivo, o legislativo e o judiciário é que controla o povo através da alienação, e de leis que geram violência, e só o pobre é que vai em cana. Clicando na musica ao lado esquerdo do blog espere carregar e ouça a música.
Composição: Charles Gavin

Sinto no meu corpo
A dor que angustia
A lei ao meu redor
A lei que eu não queria...
Estado Violência
Estado Hipocrisia
A lei não é minha
A lei que eu não queria...
Meu corpo não é meu
Meu coração é teu
Atrás de portas frias
O homem está só...
Homem em silêncio
Homem na prisão
Homem no escuro
Futuro da nação
Homem em silêncio
Homem na prisão
Homem no escuro
Futuro da nação...

Estado Violência Deixem-me querer
Estado Violência Deixem-me pensar
Estado Violência Deixem-me sentir
Estado Violência Deixem-me em paz...(3x)