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E o mundo não se acabou...


Música de Assis Valente.

E o mundo não se acabou
Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar 
Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar 
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada 
Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada 
Acreditei nessa conversa mole 
Pensei que o mundo ia se acabar 
E fui tratando de me despedir 
E sem demora fui tratando de aproveitar 
Beijei na boca de quem não devia 
Peguei na mão de quem não conhecia 
Dancei um samba em traje de maiô 
E o tal do mundo não se acabou 
Chamei um gajo com quem não me dava 
E perdoei a sua ingratidão 
E festejando o acontecimento 
Gastei com ele mais de quinhentão 
Agora eu soube que o gajo anda 
Dizendo coisa que não se passou 
Vai ter barulho e vai ter confusão 
Porque o mundo não se acabou

Musica : Baú da Infelicidade



O poeta de São Mateus Valdir

Artista da Terra, O cantor, escritor, repentista Adimar Rodrigues de Sousa o "Valdir Poeta "de 56 anos é um artista simples, popular. A sua simplicidade e talento o tornaram um dos mais famoso contadores de Histórias da cidade de São Mateus do Maranhão, baseadas em fatos reais, ele retrata o sofrimento, a dor e também a alegria de muitos casos ocorridos na cidade.
Músicas do poeta: A Triste Historia de Fabio Gomes e a polemica , Cidade dos Três Prefeitos e agora o Báu da Infelicidade:


 Cd fone  99 3639 3016

Noite maranhense no Prêmio da Música Brasileira


Foto: Reprodução

imirante.com
A dupla Alê Muniz e Luciana Simões ganhou o Prêmio da Música Brasileira na categoria melhor álbum com “Cine Tropical”, de Criolina, dos produtores Evaldo Luna e Criolina. Eles concorreram com “Cabaret do Rossi”, de Reginaldo Rossi, produtores Antônio Mojica e Victor Kelly e “Roupa Nova 30 anos ao vivo”, de Roupa Nova, produtor Roupa Nova. A 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira está sendo realizada esta noite, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A cantora Alcione levou o prêmio de melhor cantor na categoria samba com “Acesa – gravado ao vivo em São Luís do Maranhão”.
- Esse prêmio representa muito e é resultado de muitos anos de trabalho. A gente está muito feliz. Esse é o maior prêmio da Música Popular Brasileira. A gente ter sido indicado já foi maravilhoso e ganhar então foi melhor ainda – disse Alê Muniz.
Mais informações no blog de Zeca Soares.

FERNANDO LEE - O mágico do brega.




FERNANDO LEE - O mágico do brega.


(Mais de vinte mil cópias vendidas em apenas seis meses)






Por Nelin Vieira.


Às nove horas da noite do dia 22 de agosto de 2003 (sexta-feira), eu estava no restaurante POINT DO BODE, que fica próximo da minha casa, conversando com o prof. José Da Guia, o mineiro Cleuber Malaquias e o empresário Luiz Martins, quando chegou assim um pouco assustada e demonstrando bastante pressa, a nossa secretária, a senhorita Raimunda Sebastiana, conhecida como “Parruda”, trazendo um recado de que o “cantor e compositor” de nome Fernando Lee, estava numa ligação, diretamente de Belém do Pará, querendo falar comigo.


No momento, fiquei meio surpreso e até um pouco desconfiado, pensando que era algum amigo meu querendo me dar um trote. Mas para a minha satisfação, ao atender o telefone, ouço a voz do nosso conterrâneo Fernando Lee, dizendo-me que tinha localizado meu endereço, através do jornal O TAMBURI. Perguntei-lhe como havia conseguido, e ele fez o seguinte relato:


“Nelin, rapaz, eu estava viajando de Santa Maria do Pará, para Belém, e do meu lado, vinha um senhor lendo um jornal de nome O TAMBURI. No momento não me chamou muita atenção. Mas em uma das paradas para o almoço, eu cheguei primeiro e encontrei o jornal em cima da minha poltrona, e ao retirá-lo para eu sentar, foi que li o slogan “Um jornal são-mateuense”, ai, a partir desse momento, foi que eu juntei as “coisas” e a “ficha” caiu.


Na mesma hora, pedi permissão ao meu colega de viagem e passei a ler todas as matérias sobre a minha terra natal, e confesso-lhe, que foi uma das maiores emoções que já senti na minha vida.”


Após o nosso demorado bate-papo por telefone, o Fernando Lee perguntou-me se nós cederíamos um espaço no jornal O TAMBURI, para que ele (um filho de São Mateus e um dos primeiros, ainda menino, a tentar divulgar a sua vocação artística em nossa cidade), contasse um pouco de sua vida e de sua luta em busca do reconhecimento do seu trabalho, como ele mesmo nos conta em sua carta-biográfica, enviada à nossa redação no dia 26 de agosto de 2003.


FERNANDO LEE


UMA HISTÓRIA DE SUCESSO - Fernando dos Santos Silva, conhecido no mundo artístico como FERNANDO LEE, nasceu na Rua do Esporte (por trás da Igreja Matriz) em São Mateus do Maranhão. Veio de uma família humilde (cearense), tendo com seus pais, o Sr. Raimundo Alves Silva (Raimundo Cornélio, carpinteiro), e dona Cornélia dos Santos Silva. Pensou em ser cantor aos sete anos de idade. Aos dez, já era compositor. Suas músicas sempre falam de amor e saudade. Procurava amizade com todos os artistas que vinham se apresentar em sua cidade (São Mateus do Maranhão).


Teve seu trabalho reconhecido pelos cantores Fredson, Carlos André, Wanderley Cardoso e Waldir Ramos. Aos 16 anos se inscreveu num Festival de Calouros, promovido pelo Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), realizado na União Artística e Operária de São Mateus em junho de 1976. Na MOBRALTECA (palco improvisado em cima de um caminhão), Fernando Lee se apresentou com estilo, onde foi classificado em primeiro lugar, com um a música de sua autoria.


NA CULTURA E NA PRÁTICA – estudou no Grupo Santa Clara, Alves Cardoso e no Ginásio Bandeirante. Cursou o 2º Grau no Colégio São Francisco. Foi auxiliar de enfermagem no Hospital Dr. Lino Machado, ao lado do Dr. Edilson Macedo e Dr. Moraes, a quem gostava de chamá-los de professores. Aos 18 anos, foi tentar a sorte em Belém do Pará, e chegou a participar do Festival promovido pela Rádio Clube do Pará, onde foi classificado em 2º lugar com a música “Morada Antiga”, hoje, gravada por vários intérpretes.


O 1º lugar ficou com a cearense Francis Dalva, que na mesma época, gravou o seu primeiro disco (um compacto simples), pela gravadora ERLA. Com a música “Culpa de Seus Pais”, voltou a São Mateus e fez o seu primeiro show com a banda de Bacabal, Brito Som Seis, na União Artística e Operária de São Mateus, sendo bastante aplaudido pelos seus conterrâneos e elogiado pelos componentes da banda.


Foi para São Paulo tentar seguir a carreira artística e terminou se apresentando nos programas do Chacrinha, Dácio Campos, Clube dos Artistas e Sílvio Santos. Não conseguiu emplacar nas gravadoras, mas conheceu pessoas que estavam despontando no cenário nacional, como o cantor e compositor Peninha, a cantora paraguaia Perla, o alagoano Djavan, e a roqueira Rita Lee (sua artista preferida, daí o seu nome Fernando Lee). Já compôs para nomes famosos e até trilha sonora de novela. Voltou ao Maranhão e fez uma longa pausa na sua carreira, tentando novos caminhos.


OITO DIPLOMAS PROFISSIONAIS – Fernando Lee é formado em vários cursos profissionalizantes, como auxiliar de enfermagem, eletricista instalador, auxiliar de banco, garçom, fotografia, arquivista, eletrônica e agropecuária. Gosta de trabalhar na construção civil e carpintaria. Já foi comerciante, corretor de imóveis, representante comercial e é um MÁGICO ESPETACULAR.


Faz mágicas desde os 10 anos de idade. Trabalhou em vários circos, clubes, colégios, teatros etc. É Detetive Particular, com 80,95% de aprovação em suas investigações, devido o alto índice de resoluções de casos, foi convidado a se associar na Ordem dos Detetives do Brasil – ODB.


O CAMINHO DO SUCESSO - Voltou a morar em Belém do Pará, e já trabalhou como técnico e operador de instalação e manutenção da banda “CALIPSO”; depois mudou para a banda “TRIBUS”, onde gravou uma faixa “O Gaguinho do Brega” no CD da Tribus - que conquistou o país inteiro. Apesar de não ter contrato assinado com essa banda, Fernando Lee decidiu gravar um CD Solo, coisa que não foi muito difícil, por ele já ser conhecido dos espectadores da TV Liberal, onde apresentava um quadro de mágica “O Mister Mágico do Brasil” (MMB), na época do Mister “M” que se apresentava na TV Globo.


Quando o CD ficou pronto, a BREGASOM vendeu 20 mil cópias em apenas seis meses. “Um bom sinal para um cantor que não está 24 horas na mídia” ressalta o são-mateuense Fernando Lee. O seu CD é tocado por inteiro nos bares. Suas músicas de trabalho nas rádios são: “Não Sou Galã” (música feita ainda quando Fernando Lee morava em São Mateus), “Um Ano Sem Você” e “Somos Proibidos”, que já estouraram nos Estados do Pará, Amazonas e Amapá e até na Guiana Francesa.


O filho de seu Raimundo Cornélio, o cantor e compositor Fernando Lee, pretende voltar a São Mateus para realizar o seu maior sonho: cantar para os seus conterrâneos numa noite de lua cheia, e se possível, na praça da Igreja Matriz.


O “Mágico do Brega”, finalizou sua carta-biográfica, dizendo o seguinte:


“Quero dá um grande show na minha terra natal. Pretendo ajudar um bom político nas próximas eleições. Mas tem que ser alguém que não me decepcione e possa fazer alguma coisa pela nossa cidade”.






Disse também que gostaria de ver a sua geração no poder. Ver um filho de São Mateus administrando a sua cidade, e que no momento, ele acredita muito no seu amigo de infância, o Dr. Miltinho Aragão.


Boa sorte, Fernando Lee!










Até Quando?

Até Quando?

Gabriel O Pensador

Composição : Gabriel o Pensador; Itaal Shur; Tiago Mocotó
 
 
Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer

Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura

(Refrão)
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

(Repete refrão)
Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Você tenta ser contente, não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante
É tudo flagrante
É tudo flagrante

(Refrão x2)
A polícia matou o estudante
Falou que era bandido, chamou de traficante
A justiça prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário

(Refrão x2)
A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco

A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que pra você não ver que programado é você

Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá

Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar
Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar

Escola, esmola
Favela, cadeia
Sem terra, enterra
Sem renda, se renda. Não, não

(Refrão x2)
Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

Nunca Serão.

Por  Gabriel O Pensador.

Eu caminhava pelo meu Rio de Janeiro quando alguém parou e falou:
"Aê parceiro, me dá tua que eu quero ver sa tá com cheiro
que eu sou um cara honesto e detesto maconheiro"
Eu tava de saída do banheiro e dei a mão pra ele cheirar
Mas foi uma cena bisonha
Ele cheirou a minha mão por um tempo e eu disse:
Espera, tu não é o Capitão Nascimento?
Que vergonha, capitão
Procurando maconha no calçadão
Qual é a tua missão?
Eu vi teu filme mas não me leva a mal
Não me tortura assim não que eu sou um cara legal
Em certas coisas eu concordo contigo
Mas não é assim que você vai achar os grandes bandidos
Esse país tá f...

Ele falou: 'Eu sei disso
Quando eu entrei na PM, eu assumi um compromisso, eu luto pela justiça'
Eu também
Sem justiça não tem paz e sem paz eu sou refém
A injustiça é cega e a justiça enxerga bem
Mas é quando convém
A lei é do mais forte, no Bope ou na Febem
Na boca ou no Supremo
Que justiça a gente tem, que justiça nós queremos?

Os corruptos cassados?
Nunca serão!
Cidadãos bem informados?
Nunca serão!
Hospitais bem equipados?
Nunca serão! Nunca serão!!

Os impostos bem usados?
Nunca serão!
Os menores educados?
Nunca serão!
Todos alfabetizados?
Nunca serão! Nunca serão!!

Capitão, não sei se você soube dessa história
Que rolou num povoado peruano se não me falha a memória
Um político foi morto pelo povo
Um corrupto linchado por um povo que cansou de desrespeito
E resolveu fazer justiça desse jeito
Foi um linchamento, foi um mau exemplo
Foi um mau exemplo mas não deixa de ser um exemplo
Eu sou contra a violência mas aqui a gente peca por excesso de paciência
Com o "rouba mas faz" dos verdadeiros marginais
Chamados de "doutor" e "vossa excelência"
Cujos nomes não preciso dizer
A imprensa publica, mas tudo indica que a justiça não lê
Capitão, isso é um serviço pra você

Deputado! Pede pra sair!
Pede pra sair, deputado!
Senador, pede pra sair!
Vagabundo, cadê o dinheiro que você desviou dessa obra aqui?
Fala, Vossa Excelência, é melhor falar!
Cadê a verba da merenda que sumiu?
02, o corrupto não quer falar não! Pode pegar o cabo de vassoura!
(Tá bom, eu vou falar, eu vou falar!)

Conversei com o Nascimento que não pensa como eu penso mas pensando nós chegamos num consenso
Nós somos vítimas da violência estúpida que afeta todo mundo, menos esses vagabundos lá da cúpula corrupta hipócrita e nojenta
Que alimenta a desigualdade e da desigualdade se alimenta
Mantendo essa política perversa
Que joga preto contra branco, pobre contra rico e vice-versa
Pra eles isso é jogo, esse é o jogo
Se morre mais um assaltante ou mais um assaltado, tanto faz
Pra eles não importa, gente viva ou gente morta
É tudo a mesma merda
Os velhos nas portas dos hospitais, as crianças mendigando nos sinais
Pra eles nós somos todos iguais
Operários, empresários e presidiários e policiais
Nós somos os otários ideiais
Enquanto a gente sua e morre
Só os bandidos de gravata seguem faturando e descansando em paz
Enquanto esses covardes continuam livres, nós só temos grades
Liberdade já não temos mais