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O Auto de Natal "Nasce o Príncipe da Paz" emociona São Mateus.
São Mateus do Maranhão viu algo emocionante ontem (20/12) no Salão Paroquial, O Auto de
Natal "Nasce o Príncipe da Paz" realizado pelos acadêmicos do Curso
de Letras –DarcyIrbeiro -UEMA. Saber que existe talentos em nossa cidade, e dos
bons, pra mim foi formidável, e muitos deles meus amigos. Foi de fato um
presente para a cinqueintinha São Mateus.
A Universidade quando sai das capitais e grandes cidades trás
muito mais que conhecimento cientifico, trás cidadania. De uns tempos pra cá
temos visto sinais de uma revolução silenciosa, oriunda pelo acesso à
universidade por nossos são-mateuenses .
Sobre o Auto de Natal "Nasce o Príncipe da Paz"
| Nascimento |
| [Mayco Braga:Narrador Oficial] |
Anunciação
|
Chicó em sonho a José
|
A turma de Letras
da Universidade Estadual do Maranhão / Programa Darcy Ribeiro do Polo São
Mateus do Maranhão apresentou o Auto de Natal ‘Nasce o Príncipe da Paz’, com
base bíblica e na literatura infanto juvenil e crítica, foi recordado os fatos
numa linguagem simples e que de forma alguma desrespeitou os princípios
religiosos e as bases sociais e culturais.
Personagens como a Emilia do Sitio do Pica-pau Amarelo,
de Monteiro Lobato, Chicó do Auto da Compadecida e outros se misturaram na
narrativa Bíblica. “Gênero Literário” foi um personagens que intrigou o publico que
em certa hora se emocionou em ver talentos tão nossos trazerem uma narrativa
sobre o nascimento do Cristo nosso salvador de uma forma peculiar.
| “Gênero Literário" e Menino Jesus |
| “Gênero Literário" e Emilía |
Professor Irineu
“Gênero Literário" e os
blogueiros: Jônatas Carlos (esquerda) e Cleyton Lima (Direita]
|
Com texto e direção e José Ribamar Moura e Professor Irineu e o empenho e dedicação
dos acadêmicos de Letras Programa Darcy Ribeiro – UEMA, o Auto de Natal "Nasce
o Príncipe da Paz" fez Sucesso. E o que não poderia falta... um ato de
solidariedade, todo o alimento arrecadado será destinado a famílias carentes de
nossa cidade.
Parabéns!!!!!!!!!!!!!
Fotos Andre Carvalho http://andrehcarvalho.blogspot.com/
Fórum de Cultura reúne lideres culturais e artísticos de São Mateus.
Sábado dia 17 de Dezembro no Sindicato
dos Trabalhadores Rurais de São Mateus do Maranhão, a Associação Sócio Cultural
e Esportiva de São Mateus – Mistura de Ritmos em conjunto com a Associação
Folclórica e Cultural Boi Diamante se reuniram com outras lideranças culturais e
artísticas de São Mateus para conhecer o Sistema municipal de cultura de São
Mateus.
O evento fez um diagnostico da cultura
no município, falou-se sobre os principais problemas e desafios, foram
ponderados as leis de incentivo a cultura, o orçamento municipal para a área
assim como da importância da participação das associações. O pré candidato a
prefeito Genilson Alves PT, esteve no evento e falou sobre a falta de interesse
do Poder Público, e que falta de agenda cultural no município. A Ascut Jovem, o
grupo Life, representante da Banda Sedução Musical e associação da Vila Barreto
entre outros também estavam presente e deram sua contribuição ao debate.
Um evento como esse é de suma
importância, a organização é o primeiro passo, o conhecimento sobre as leis a
área é outro ponto positivo, acredito que em um ano que a cidade completa 50
anos de emancipação política nossos artistas deveriam ser mais valorizados, mas
esperar o que de um governo de só pensa nos interesses próprio?
Vale pontuar a presença do Blogueiro
Jonatas Carlos e o jornalista Stuart Jr, que ajudaram na dinâmica de encontro,
no final teve varias apresentações, como a cantora Daiana e uma cantora mirim
da igreja Adventista que foi acolhida pelo senhor Carlos do PNM que se
comprometeu em ajudar a criança a conseguir patrocínio para gravação de um CD.
Outros artistas locais se apresentaram fazendo do evento um verdadeiro show
cultural.
UFMA inscreve para 14º Festival Universitário de Reggae
O mais importante festival
universitário de reggae do Brasil já está com inscrições abertas. Promovido há
14 anos pela Universidade Federal do Maranhão, por meio do Departamento de
Assuntos Culturais da Pró-Reitoria de Extensão, o Festival Universitário de
Reggae (Unireggae) acontecerá no dia 16 de dezembro às 21h, na Praça dos Catraieiros
(ao lado da Casa do Maranhão), em São Luís (MA).
O 14º Unireggae tem como objetivo
revelar novos talentos e será aberto a compositores e intérpretes que tenham ou
não registro fonográfico, podendo estes, serem universitários ou não. O Unireggae
só aceitará músicas do gênero “Reggae” e as músicas concorrentes deverão ter
composições inéditas e originais, que nunca foram premiadas, gravadas ou
editadas por gravadoras escritas em língua portuguesa.
As inscrições, que são gratuitas e estarão
abertas até o dia 25 deste mês, deverão ser feitas no Departamento de Assuntos Culturais
(Palacete Gentil Braga) na Rua Grande, 782 - Centro. Informações: 98 3232-3901 e
98 3231-2887, das 8h às 11h e das 14h às 19h, de segunda a sexta-feira ou pela
internet, devendo os interessados solicitar ficha de inscrição no e-mail: dac.adm@ufma.br.
O diretor do Departamento de
Assuntos Culturais da UFMA, Prof. Dr. Alberto Dantas informa que “para realizar
a inscrição, o candidato deverá entregar o envelope pelos Correios ou
pessoalmente, com a ficha de inscrição assinada pelo (s) autor (es) da letra e
música e mais a música concorrente gravada em CD, e, 05 (cinco) vias da letra
digitada, (cifra é opcional); xerox da (s) identidade (s) do (s) autor (es) da
letra e música”, informa Dantas, que também é o coordenador geral do Unireggae
2011.
Neste ano, o Festival terá como
coordenador artístico e executivo o músico Fabinho de Jah. Ele observa que “ao
preencher a ficha de inscrição, os autores das músicas deverão assinar também declaração
junto aos promotores do Unireggae 2011, declinando (para o dia do festival) da
cobrança de direitos autorais pelo ECAD, conforme Lei 9.610/98”, observa
Fabinho de Jah.
Fabinho de Jah explica ainda que “no
dia 16 de dezembro/2011, as dez músicas classificadas se apresentarão
concorrendo à seguinte premiação: 1º LUGAR: Troféu Unireggae, mais R$ 2.000,00;
2º LUGAR: troféu mais R$ 1.500,00; 3º LUGAR: troféu mais R$ 1.000,00; melhor intérprete:
troféu mais R$ 1.000,00. As fichas de inscrição estão disponíveis no
Departamento de Assuntos Culturais da UFMA.
Personalidades maranhenses recebem premiação nacional da Cultura
Enviado em 9 de novembro de 2011
Duas personalidades maranhenses
receberão, pela primeira vez, a mais alta condecoração da cultura
brasileira, as insígnias da Ordem do Mérito Cultural (OMC) 2011. A
secretária de Estado de Igualdade Racial, Claudett Ribeiro, e o cantor e
compositor João do Vale (in memoriam), representado pelo filho Riva do
Vale. Eles serão agraciados com as comendas hoje, no Teatro de Santa
Isabel, em Recife (PE). Esta será a primeira vez que a Região Nordeste
será palco da solenidade.
As insígnias serão entregues pela
Presidência da República e Ministério da Cultura a personalidades,
grupos de pessoas, iniciativas e instituições que tenham prestado
relevantes contribuições para a cultura do país. “Para nós foi uma
alegria quando soubemos da escolha do nome dele, afinal trata-se de um
artista que figura na constelação dos grandes nomes da música
brasileira”, destaca Riva do Vale, ressaltando que personalidades como
Vinicius de Moraes e Carlos Drummond de Andrade já foram agraciados com a
mesma comenda. Além dos dois maranhenses, receberão a comenda mais 49
representantes da cultura brasileira.
Riva do Vale destaca a importância de
maranhenses figurarem na lista dos agraciados com a OMC. “Perto de São
Luís celebrar 400 anos, este é um presente, demonstra nossa força
cultural, é um momento de divulgarmos ainda mais esste potencial”,
opina.
O Minc tem conferido à OMC ampla
abrangência temática, de forma a contemplar áreas do saber e do fazer
que se tornaram marcante na cultura, dentro e fora do país, e que sejam
representativas da riqueza e da diversidade cultural brasileira.
A escolha dos agraciados ocorre todos
os anos por meio de seleção entre nomes previamente indicados. Qualquer
pessoa pode fazer uma indicação, dentro do prazo estabelecido,
preenchendo o formulário disponível na página do ministério ou enviando
pelos Correios para a sede, em Brasília.
Os indicados são avaliados por uma
Comissão Técnica, constituída por gestores das Secretarias do
Ministério da Cultura, que emite parecer conclusivo antes de
encaminhá-los à consideração do Conselho da Ordem do Mérito Cultural.
Integram o Conselho da OMC, a ministra da Cultura, que o preside na
qualidade de Chanceler, e os ministros de Estado das Relações
Exteriores, da Educação e da Ciência e Tecnologia.
Agraciados – Poeta popular, eleito o
Maranhense do Século e um dos mais expressivos artistas brasileiros,
João Batista do Vale nasceu em Pedreiras em 1934. A música esteve em
sua vida desde os primeiros anos, mas ainda criança teve de trabalhar
para ajudar a família. Aos 13 anos mudou-se para São Luís, onde
participou de um grupo de bumba meu boi, o Linda Noite, como amo.
Foi no Rio, participando de programas
de rádio, que João do Vale conheceu artistas e pode apresentar suas
composições, em sua maioria baiões. A primeira música de sua autoria
foi gravada por Zé Gonzaga e Cesário Pinto e fez sucesso no Nordeste.
Em 1953, a cantora Marlene lançou em disco Estrela miúda, que também
teve êxito; outros cantores, como Luís Vieira e Dolores Duran, gravaram
músicas de sua autoria. Em 1964, estreou como cantor no restaurante
Zicartola, onde nasceu a ideia do show Opinião, dirigido por Oduvaldo
Viana Filho, Paulo Pontes e Armando Costa, que foi apresentado no
teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro.
Dele participou, ao lado de Zé Kéti e
Nara Leão, tornando-se conhecido principalmente pelo sucesso de sua
música Carcará (com a participação de José Cândido), a mais marcante do
espetáculo, que lançou Maria Bethânia como cantora. Como compositor,
em 1969 fez a trilha sonora de Meu nome é Lampião (Mozael Silveira).
Depois de quase 10 anos, lançou, em 1973, Se eu tivesse o meu mundo
(com Paulinho Guimarães) e em 1975 participou da remontagem do show
Opinião, no Rio de Janeiro.
Em 1982 gravou seu segundo disco, ao
lado de Chico Buarque, que, no ano anterior, havia produzido o LP João
do Vale convida, com participações de Nara Leão, Tom Jobim, Gonzaguinha
e Zé Ramalho, entre outros. Em 1994, Chico Buarque voltou a
reverenciar o amigo, reunindo artistas para gravar o disco João Batista
do Vale, prêmio Sharp de melhor disco regional. O artista morreu em
São Luís, em 1996.
À frente da Secretaria Estadual de
Igualdade Racial, Claudett de Jesus Ribeiro é formada em Geografia,
História e Direito e é mestre em Administração de Sistemas
Educacionais. É também especialista em Planejamento e Administração de
Sistemas Educacionais e Sociologia; em Desenvolvimento Internacional
Partners of America (Washington, Guatemala, Paraguai, Argentina,
Caribe, Miami, Texas, México e Pensilvânia).
Claudett Ribeiro é também consultora do
Unicef, PNUD, BID, Banco Mundial, IFAN e Fundação Josué Montello. A
maranhense foi ainda secretária Adjunta de Desenvolvimento Social.
Jornalista Pagu inspira a premiação do Minc
O tema da Ordem do Mérito Cultural de
2011 é a jornalista e escritora Patrícia Rehder Galvão (1910-1962),
mais conhecida pelo apelido de Pagu. Inquieta e de comportamento
destemido, Patrícia era feminista e militante do Partido Comunista
Brasileiro. Ficou conhecida como uma mulher que viveu à frente de sua
época, que sempre buscou quebrar preconceitos.
A escolha de Pagu como tema da edição
2011 da OMC, segundo a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, é uma
justa homenagem. “A uma mulher extraordinária, raro exemplo de
militância cultural, política e existencial, sempre com uma perspectiva
inovadora e transformadora”, disse ela por intermédio de sua assessoria
de imprensa.
A ministra comentou também a decisão de
realizar pela primeira vez a entrega das medalhas do Mérito Cultural
em um estado da região Nordeste. “A escolha de Pernambuco reforça a
nossa visão da riqueza e da multiplicidade culturais do Brasil. O estado
vive hoje um momento novo e especial de sua história, expressando-se
com vigor nos mais diversos campos do fazer e do criar”, afirmou.
Instituída pelo Minc em 1995, a OMC já
concedeu mais de 500 condecorações a nomes ilustres da história e das
artes brasileiras, tais como Santos Dumont (in memoriam), Bibi
Ferreira, Ângela Maria, Cartola (in memoriam), Ana Botafogo, entre
outros.
Fonte: O Estado do Maranhão
Feira do Artesanato Mundial abre com sucesso de público e vendas
Instalada pela primeira vez em São
Luís, a Feira do Artesanato Mundial (Fam) foi aberta na última sexta-feira, 04,
no Espaço Renascença, em São Luís. Prestigiada por centenas de pessoas de todas
as idades, a Feira teve seu início marcado pelo sucesso de público, vendas e a
cobertura ao vivo e reportagens de programas de TV, rádio e jornais. A feira
deverá ser visitada por 40 mil pessoas até o dia 13 deste mês.
A Fam reúne produções artísticas e
artesanais de mais de 22 países e ainda dos Estados da Bahia, Maranhão, Rio
Grande do Norte, Paraná, Pará e Tocantins. Promovida pela Charph Eventos, em
parceria com a Taguatur Turismo e Eventos, a Fam ficará em exposição até o dia
13 de novembro, das 15h às 22h. Crianças até 12 anos, melhor idade acima de 60
anos e deficientes físicos terão entrada gratuita.
O preço do ingresso é de R$ 5,00
(cinco reais). Entre os stands mais visitados e comercializados no primeiro dia
da feira estão os do Egito, Turquia, Índia, Japão, Síria, Líbano, Senegal, Marrocos,
Equador, Indonésia, Peru, Tunísia, Quênia, África, Paquistão. Os artesanatos
brasileiros, também tiveram boas vendas, a exemplo das produções com fibra de
buriti do Maranhão e com o capim dourado de Goiás.
Finnar
2012 nos 400 anos de São Luís
Expositores do Centro de Produção
Artesanal do Governo do Maranhão (Ceprama) e da Feira de Criatividade da
Prefeitura de São Luís também participam da Fam. O diretor presidente da Charph
Eventos, Charlton Gallisa comemorou com os expositores locais, nacionais e
estrangeiros o sucesso da abertura da Feira e anunciou que realizará em 2012 a Feira
Internacional de Negócios do Artesanato (Finnar).
“Realizaremos em 2012, nas comemorações
dos 400 anos de fundação de São Luís, a Feira Internacional de Negócios do
Artesanato (Finnar). A Finnar já acontece a seis anos, no Centro de Convenções
Ulisses Guimarães, em Brasília. A Finnar São Luís 2012 terá ainda uma grande feira
da gastronomia internacional. O Maranhão ampliará as cadeias produtivas do
turismo, cultura e artesanato”, disse Gallisa.
Pré candidatos a prefeito de São Mateus do Maranhão comparecem no Boi Diamante
Neste ultimo final de semana alguns
pré candidato a prefeito de São Mateus estiveram no Boi Diamante do organizador
Lobão, na rua Nova Av. Piqui, em São Mateus do Maranhão, esteve presente também o Boi da Maria Antonia do
povoado pequizeiro. Domingos Junior(PMDB) e Genilson Alves (PT) foram ao evento
cultural assim como algumas lideranças comunitárias.
Bumba-meu-boi, boi-bumbá é uma dança do folclore
popular brasileiro,
com personagens humanos e animais fantásticos, que gira em torno da morte e
ressurreição de um boi. Hoje em dia é muito popular e conhecida.
O bumba-meu-boi de São Mateus do
Maranhão, além do institucional Boi do PETI temos alguns aguerridos Bois que
sem muita ajuda consegue manter a cultura. O “Bois” em São Mateus são uma grande celebração cultural, que
congrega diversos bens culturais associados, divididos entre plano expressivo,
composto pelas performances dramáticas, musicais e coreográficas, e o plano
material, composto pelos artesanatos, como os bordados do boi, confecção de
instrumentos musicais artesanais, entre outros. Em todo o seu universo,
destaca-se também a riqueza das tramas e personagens.
FERNANDO LEE - O mágico do brega.
FERNANDO LEE - O mágico do brega.
(Mais de vinte mil cópias vendidas em apenas seis meses)
Por Nelin Vieira.
Às nove horas da noite do dia 22 de agosto de 2003 (sexta-feira), eu estava no restaurante POINT DO BODE, que fica próximo da minha casa, conversando com o prof. José Da Guia, o mineiro Cleuber Malaquias e o empresário Luiz Martins, quando chegou assim um pouco assustada e demonstrando bastante pressa, a nossa secretária, a senhorita Raimunda Sebastiana, conhecida como “Parruda”, trazendo um recado de que o “cantor e compositor” de nome Fernando Lee, estava numa ligação, diretamente de Belém do Pará, querendo falar comigo.
No momento, fiquei meio surpreso e até um pouco desconfiado, pensando que era algum amigo meu querendo me dar um trote. Mas para a minha satisfação, ao atender o telefone, ouço a voz do nosso conterrâneo Fernando Lee, dizendo-me que tinha localizado meu endereço, através do jornal O TAMBURI. Perguntei-lhe como havia conseguido, e ele fez o seguinte relato:
“Nelin, rapaz, eu estava viajando de Santa Maria do Pará, para Belém, e do meu lado, vinha um senhor lendo um jornal de nome O TAMBURI. No momento não me chamou muita atenção. Mas em uma das paradas para o almoço, eu cheguei primeiro e encontrei o jornal em cima da minha poltrona, e ao retirá-lo para eu sentar, foi que li o slogan “Um jornal são-mateuense”, ai, a partir desse momento, foi que eu juntei as “coisas” e a “ficha” caiu.
Na mesma hora, pedi permissão ao meu colega de viagem e passei a ler todas as matérias sobre a minha terra natal, e confesso-lhe, que foi uma das maiores emoções que já senti na minha vida.”
Após o nosso demorado bate-papo por telefone, o Fernando Lee perguntou-me se nós cederíamos um espaço no jornal O TAMBURI, para que ele (um filho de São Mateus e um dos primeiros, ainda menino, a tentar divulgar a sua vocação artística em nossa cidade), contasse um pouco de sua vida e de sua luta em busca do reconhecimento do seu trabalho, como ele mesmo nos conta em sua carta-biográfica, enviada à nossa redação no dia 26 de agosto de 2003.
FERNANDO LEE
UMA HISTÓRIA DE SUCESSO - Fernando dos Santos Silva, conhecido no mundo artístico como FERNANDO LEE, nasceu na Rua do Esporte (por trás da Igreja Matriz) em São Mateus do Maranhão. Veio de uma família humilde (cearense), tendo com seus pais, o Sr. Raimundo Alves Silva (Raimundo Cornélio, carpinteiro), e dona Cornélia dos Santos Silva. Pensou em ser cantor aos sete anos de idade. Aos dez, já era compositor. Suas músicas sempre falam de amor e saudade. Procurava amizade com todos os artistas que vinham se apresentar em sua cidade (São Mateus do Maranhão).
Teve seu trabalho reconhecido pelos cantores Fredson, Carlos André, Wanderley Cardoso e Waldir Ramos. Aos 16 anos se inscreveu num Festival de Calouros, promovido pelo Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), realizado na União Artística e Operária de São Mateus em junho de 1976. Na MOBRALTECA (palco improvisado em cima de um caminhão), Fernando Lee se apresentou com estilo, onde foi classificado em primeiro lugar, com um a música de sua autoria.
NA CULTURA E NA PRÁTICA – estudou no Grupo Santa Clara, Alves Cardoso e no Ginásio Bandeirante. Cursou o 2º Grau no Colégio São Francisco. Foi auxiliar de enfermagem no Hospital Dr. Lino Machado, ao lado do Dr. Edilson Macedo e Dr. Moraes, a quem gostava de chamá-los de professores. Aos 18 anos, foi tentar a sorte em Belém do Pará, e chegou a participar do Festival promovido pela Rádio Clube do Pará, onde foi classificado em 2º lugar com a música “Morada Antiga”, hoje, gravada por vários intérpretes.
O 1º lugar ficou com a cearense Francis Dalva, que na mesma época, gravou o seu primeiro disco (um compacto simples), pela gravadora ERLA. Com a música “Culpa de Seus Pais”, voltou a São Mateus e fez o seu primeiro show com a banda de Bacabal, Brito Som Seis, na União Artística e Operária de São Mateus, sendo bastante aplaudido pelos seus conterrâneos e elogiado pelos componentes da banda.
Foi para São Paulo tentar seguir a carreira artística e terminou se apresentando nos programas do Chacrinha, Dácio Campos, Clube dos Artistas e Sílvio Santos. Não conseguiu emplacar nas gravadoras, mas conheceu pessoas que estavam despontando no cenário nacional, como o cantor e compositor Peninha, a cantora paraguaia Perla, o alagoano Djavan, e a roqueira Rita Lee (sua artista preferida, daí o seu nome Fernando Lee). Já compôs para nomes famosos e até trilha sonora de novela. Voltou ao Maranhão e fez uma longa pausa na sua carreira, tentando novos caminhos.
OITO DIPLOMAS PROFISSIONAIS – Fernando Lee é formado em vários cursos profissionalizantes, como auxiliar de enfermagem, eletricista instalador, auxiliar de banco, garçom, fotografia, arquivista, eletrônica e agropecuária. Gosta de trabalhar na construção civil e carpintaria. Já foi comerciante, corretor de imóveis, representante comercial e é um MÁGICO ESPETACULAR.
Faz mágicas desde os 10 anos de idade. Trabalhou em vários circos, clubes, colégios, teatros etc. É Detetive Particular, com 80,95% de aprovação em suas investigações, devido o alto índice de resoluções de casos, foi convidado a se associar na Ordem dos Detetives do Brasil – ODB.
O CAMINHO DO SUCESSO - Voltou a morar em Belém do Pará, e já trabalhou como técnico e operador de instalação e manutenção da banda “CALIPSO”; depois mudou para a banda “TRIBUS”, onde gravou uma faixa “O Gaguinho do Brega” no CD da Tribus - que conquistou o país inteiro. Apesar de não ter contrato assinado com essa banda, Fernando Lee decidiu gravar um CD Solo, coisa que não foi muito difícil, por ele já ser conhecido dos espectadores da TV Liberal, onde apresentava um quadro de mágica “O Mister Mágico do Brasil” (MMB), na época do Mister “M” que se apresentava na TV Globo.
Quando o CD ficou pronto, a BREGASOM vendeu 20 mil cópias em apenas seis meses. “Um bom sinal para um cantor que não está 24 horas na mídia” ressalta o são-mateuense Fernando Lee. O seu CD é tocado por inteiro nos bares. Suas músicas de trabalho nas rádios são: “Não Sou Galã” (música feita ainda quando Fernando Lee morava em São Mateus), “Um Ano Sem Você” e “Somos Proibidos”, que já estouraram nos Estados do Pará, Amazonas e Amapá e até na Guiana Francesa.
O filho de seu Raimundo Cornélio, o cantor e compositor Fernando Lee, pretende voltar a São Mateus para realizar o seu maior sonho: cantar para os seus conterrâneos numa noite de lua cheia, e se possível, na praça da Igreja Matriz.
O “Mágico do Brega”, finalizou sua carta-biográfica, dizendo o seguinte:
“Quero dá um grande show na minha terra natal. Pretendo ajudar um bom político nas próximas eleições. Mas tem que ser alguém que não me decepcione e possa fazer alguma coisa pela nossa cidade”.
Disse também que gostaria de ver a sua geração no poder. Ver um filho de São Mateus administrando a sua cidade, e que no momento, ele acredita muito no seu amigo de infância, o Dr. Miltinho Aragão.
Boa sorte, Fernando Lee!
MADEIRA BOA, UM "FIGURAÇA" DE SÃO MATEUS DO MARANHÃO
Na vida
dos humanos têm muitas historias que merecem ser lembradas. Uma delas é a do
senhor Eliezer pereira de Oliveira. Conheça um pouco dessa figura... Eliezer,
(madeira Boa), um nome meio esquisito, mas bem conhecido em São Mateus. Madeira
boa veio do Ceará, da cidade de Viçosa acompanhado dos pais, Raimunda Pereira
Costa e Manoel Pereira de Oliveira na década 50. Chegaram a São Mateus e foram
morar no bairro Piqui. Eliezer Pereira de Oliveira casado com Maria Luiza de 33
anos, pai de Três filhos.
O apelido
de madeira boa surgiu em 1962 quando vendia carvão pelas ruas da cidade
gritando “Olha o carvão de madeira boa”. Esse apelido custou-lhe caro; quando
passava pelas ruas fazendo sua propaganda, algumas senhoras não gostavam
daquele tipo de prosa “Madeira boa”, até que um dia na Rua Nossa Senhora de
Fátima, surgiu em sua frente uma mulher com umas na cabeça com uma faca na mão,
correu atrás dele e deferiu um golpe na costela do lado direito, quase lhe
tirando a vida.
A
tentativa de assassinato o deixou assustado. Depois do incidente, madeira boa
ficou mais conhecido. Hoje um marco histórico na cidade de São Mateus do
Maranhão como vendedor e locutor de rua. Madeira boa nunca falou ao
microfone, mas continua no auge de sua carreira, sempre procurado por pessoas a
procura de vender utensílio domestico como: Aparelho de TV, bicicletas, rádios
ou qualquer produto domestico. Quer conhecê-lo?, Procure onde fica a praça do
troca-troca, que você vai encontrar essa figura histórica de São Mateus do
Maranhão.
Fonte:Carvalho Neto
400 ANOS DA UPAON-AÇU DO MARANHÃO EVOCANDO O NOME DE SÃO LUIS *
Por mais que tentem há décadas, não conseguem em comum de forma convincente
explicar nossos mestres historiadores, quanto o fato do mestiço Jerônimo de
Albuquerque, responsável pelo estratégico restabelecimento do domínio português
na grande ilha situada no Golfão maranhense, ter decidido conservar a
denominação de São Luis para a recém fundação da ilha, a oito de setembro de
1612, em homenagem ao avô de um determinado rei francês, de nome Felipe, o
Belo.
E reconhecidamente sendo um notável militar que político, Jerônimo de
Albuquerque, deve ter sua própria razão quando não rebatizou de imediato esta
ilha com nome de santo português, talvez porque como estrategista militar
antevisse ele a atual sina de uma importante ilha, onde 400 anos após sua
fundação, a estupidez de seus políticos até a presente data sequer explorou
economicamente a sua geográfica localização estratégica, contrariando com a
proposta da coroa francesa de estabelecer nesta ilha uma de suas mais
promissoras colônias ultra marinhas, explorando seus pilares de desenvolvimento
a exemplo do Porto do Itaqui, das grandes áreas próximas a este, do
interessante Sistema Hidrográfico, dos aspectos ecos-culturais, potencialidades
essas capazes de fazer funcionar o que deveria ter sido uma França Equinocial.
Contrariando igualmente a pretensão da coroa portuguesa de concluir seu projeto
de estabelecer na grande Ilha do Maranhão, uma estratégica e promissora colônia
ultra-marinha, aproveitando a simpatia de milhares de defensores do regime
monárquico português. Intento conseguido, se não fosse a bravura do corsário
escocês lorde Thomas Cochrane, o primeiro e único Marquês do Maranhão, que sob
as ordens do primeiro imperador brasileiro, submeteu os defensores de tal
projeto.
Infelizmente a proteção evocada de São Luis, por duas vezes
acreditada como sendo capaz de estabelecer aqui uma promissora Metrópole, no
decorrer dos últimos quatro séculos tem sido bem menor essa evocada proteção,
se comparada como na totalidade político-administrativa desta ilha, tem sido
desprestigiado o interesse comum das municipalidades envolvidas, pela
politicagem de seus gestores e vereança.
Talvez forçados pelo que presumivelmente muito em breve, por resposta da Mãe
Natureza pode vir acontecer com o centro-norte e centro-oeste da grande Ilha de
São Luis, ocasionando desastroso acontecimento facilitado pelo funcionamento
comprometido de sua geodinâmica estrutural, a vereança sanluisense que até o
momento presente não teve por habito avaliar alguns Estudos técnicos e
tecnológicos quanto a fragilização geológica e geográfica inclusive envolvendo
o município de São Luis, enfrentará essa vereança a conscientização de um
politizado eleitorado em 2012, cobrando de certo inclusive pela urgente
reestruturação física da capital maranhense.
Por sugestão, a essa e a futura vereança sanluisense, citamos um importante
acontecimento ocorrido numa certa manhã nos idos de 1750, quando assustados
moradores da região do “portinho” localizada na margem leste do Rio Bacanga,
perceberam que por alguns minutos estremecia toda uma extensão dos leitos dos
Rios Anil, Bacanga e Tibiri, conforme registro em impressos da época, fazendo
surgir daí a lenda da existência nas profundezas das calhas desses rios, de uma
grande serpente, que se novamente viesse se manifestar adeus Ilha de São Luis.
Sem muito o que ter de comemorar mais de um milhão de cidadãos sanluiseses e
ilhéus como um todo, durante as festividades de oito de setembro próximo,
alusivas ao quarto centenário de fundação desta nossa amada lha de São Luis,
rogamos todos que a data sirva para fazer prosperar de forma positiva, a
conscientização por novos compromissos públicos e políticos, capazes de oportunizar
a seus residentes e visitantes, melhores dias que na atualidade. (grupo de
trabalho pro-saneamento ambiental terras e pesca da upaon-açu do maranhão, e
outros. e-mail: frecom_tp@hotmail.com)
Chorrinho
Chorrinho
por :Maximiniano Bezerra
Estava à
minha espera quando eu saía da escola
Fazia festa
em cada fim de aula
Como que
querendo recompensar
O tempo que
o carreguei no colo
Brincávamos
na lagoa do Catêbo
Jogávamos
futebol nas manhãs de domingo
O dia era
sempre lindo
Para mim e
meu cão...
Nas caçadas
pela Barriguda era ele meu protetor
Era branca
sua cor
Talvez por
isso não se aborrecesse comigo
Éramos dois
bons amigos
Eu e meu
cão
Corríamos
pela Praça da Matriz
Esperava-me
sair da igreja
Travávamos
longas pelejas,
Eu o domador,
ele o leão
Rolávamos
pelo chão...
Eu e meu
cão
Ficou
dormindo na hora da minha partida
Não viu que
em meu peito havia uma enorme ferida
Mesmo sem
entender
Que o tempo
cruel a tudo dispensa
Viveu a
profundidade da dor de uma saudade imensa...
Uma dor que
não se esvai do meu coração,
Pois sempre
que ouço um latido
Lembro-me
do meu pobre cão...
O destino
que outrora era nosso irmão
Agora eleva
tudo
A uma nova
dimensão,
Mas entre
as portas da vida e da extenuação
Ainda há
uma grande união
Que, sou eu
e meu pequeno cão.
Raimundinho da Voz, de Pirapemas e São Mateus do Maranhão.
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| Raimundinho da voz |
Raimundo Silva Barros, (Raimundinho da voz) nasceu no
povoado Matões, até então município de Pirapemas-MA , em 07 de Julho de 1960. Desde
a infância na roça gostou de literatura de cordel, com influencia de seu avô
Gorgonio. Aos 16 anos ficou paralitico, mesmo sendo cadeirante continuou os
estudos. Em 1985 em primeiro livro de cordel “Tancredo Neves, o precursor da
nova republica”. Raimundinho da Voz sempre optou em escrever temas da realidade
onde vive, sobre sua cidade natal Pirapemas e sobre sua cidade receptora São Mateus
do Maranhão, onde vive há 30 anos.
Raimundinho da Voz ficou conhecido com esse apelido devido
ter trabalhado em uma sistema de Som Amplificado em uma torre, denominada VOZ,
que acordava o povo de São Mateus do Maranhão com musicas e anuncio de interesse
Público, foi vereador em São Mateus em 2000.Catolico Praticante, ligado a
Renovação Carismática, atualmente é diretor de uma Escola Municipal de Educação
Especial e faz um programa na Radio Natureza FM.
A partir de hoje irei publicar os trabalho de Raimundinho da
Voz afim também de despertar os poetas e artista de nossa região.
Quem já comeu Gongo de Coco Babaçu?
Sempre me chama a atenção a
importância do cotidiano, do aparentemente trivial para a compreensão da sociedade.
Hoje num domingo quente e de um sereno( no sentido de chuvinha) eu lembrei da
minha infância, meus pais foram lavradores por muito tempo e sempre traziam
coco Babaçu para mim e minha irmã, e sempre em um desses encontrava os gongos, que
é : O bicho-do-coco (Pachymerus nucleorum) é uma larva da família
dos bruquídeos. Possui ampla distribuição brasileira, que se
desenvolve no interior do fruto de várias palmáceas, como o babaçu, o coqueiro, a carnaúba,
entre outras. Também é conhecido pelos nomes de gongo.
Não sei como vocês chamam no
Sul, mas aqui no Maranhão nós chamamos de gongos. Eles são gerados dentro dos
bagos do coco babaçu, muito comum por aqui. Nós pelo menos costumamos fritar os
bichinhos e fazer farrofas, fica muito gostoso. Algumas pessoas acham nojentos,
mas na verdade essa larvas são limpinhas por que elas, como já disse, são
geradas dentro do bagos do coco, portanto não tem nada de nojento. Delicias de
meu Maranhão. De alguma forma representa nosso Estado o pobre que sobrevive
comendo os “gongos” do Maranhão, as quebradeiras de Coco que lutam para dar o “dicomer”
de suas crias, e descobre os gogos como sinal de mais um aperitivo, aperitivo
esse, que se fosse de terras lá de cima do mapa, seria uma fortuna, mas como
surge no Maranhão não se descobre o seu valor.
Inicio do Festejo de São Mateus.
Domingos é dia de missa, começo do festejo de São Mateus. A homilia do padre Luiz fui peculiar, no fial da missa, os fieis foram comemorar, com um Show de MPB com a banda Local NOVO SOM , grupo que esta animando os bares de nossa cidade com musica boa e de qualidade, abre as portas para o rock, mpb, sertanejo e românticas em geral em nossa cidade. Em cima do palco a banda mandou mais uma excelente performance, num repertório com direito as principais músicas, principalmente as que tocam o coração.
LER DEVIA SER PROIBIDO
Por Guiomar de Grammon. In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor:
pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp.71-3.
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp.71-3.
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
Cidade dos Três Prefeitos
Artista da Terra, O cantor, escritor, repentista Adimar Rodrigues de Sousa o "Valdir Poeta "de 55 anos é um artista simples que vai onde o povo esta, vive da venda de seus CD " Genéricos" feito por ele mesmo. A sua simplicidade e talento o tornaram um dos mais famoso contadores de Histórias da cidade de São Mateus do Maranhão, baseadas em fatos reais, ele retrata o sofrimento, a dor e também a alegria de muitos casos ocorridos na cidade e por que não dizer no Maranhão e no mundo. O que falta então para um artista desse ganha projeção?. 1º investimento em cultura no município ( embora haja previsão orçamentária e até uma secretária) parece que a única coisa que é considerada como cultura no município são as danças ( do bumba-meu-boi), Temos que organizar os artistas, músicos e afins do município e exigirmos o nosso direito, por que o Dinheiro é Publico, é nosso, e não do Gestor que foi "eleito" apenas para administra-lo. Temos que ter feiras culturais, festivais e tantas coisas que podem enaltecer nossa cidade. Por isso parabéns ao Valdir Poeta pela coragem de denunciar através de seus repentes os crimes que por aqui acontece e que se cada um fizer sua parte em breve teremos uma São Mateus mais Justa e Fraterna e acima de Tudo FELIZ.
Fonte: http://jornalregionalma.blogspot.com/
Obs: as Principais musicas do CD : A Triste Historia de Fabio Gomes e a polemica , Cidade dos Três Prefeitos. Cd fone 99 3639 3016 baixa a Cidade dos Três Prefeitos no link abaixo e compre o Cd com muito mais.
http://www.4shared.com/audio/vEpbR99v/Cidade_de_3_prefeitos_1_Qualid.html
Mais Que Um Mero Poema
Rosa de Saron
Composição: Guilherme de Sá
Mais Que Um Mero Poema
Parece estranho
Sinto o mundo girando ao contrário
Foi o amor que fugiu da sua casa
E tudo se perdeu no tempo
É triste e real
Eu vejo gente se enfrentando
Por um prato de comida
Água é saliva
Êxtase é alívio, traz o fim dos dias
E enquanto muitos dormem, outros se contorcem
É o frio que segue o rumo e com ele a sua sorte
Você não viu?
Quantas vezes já te alertaram
Que a Terra vai sair de cartaz
E com ela todos que atuaram?
E nada muda, é sempre tão igual
A vida segue a sina
Mães enterram filhos, filhos perdem amigos
Amigos matam primos
Jogam os corpos nas margens dos rios contaminados
Por gigantes barcos
Aquilo no retrato é sangue ou óleo negro?
Aqui jaz um coração que bateu na sua porta às 7 da manhã
Querendo sua atenção, pedindo a esmola de um simples amanhã
Faça uma criança, plante uma semente
Escreva um livro e que ele ensine algo de bom
A vida é mais que um mero poema
Ela é real
É pão e circo, veja
A cada dose destilada, um acidente que alcooliza o ambiente
Estraga qualquer face limpa
De balada em balada vale tudo
E as meninas
Das barrigas tiram os filhos, calam seus meninos
Selam seus destinos
São apenas mais duas histórias destruídas
Há tantas cores vivas caçando outras peles
Movimentando a grife
A moda agora é o humilhado engraxando seu sapato
Em qualquer caso é apenas mais um chato
Aqui jaz um coração que bateu na sua porta às 7 da manhã
Querendo sua atenção, pedindo a esmola de um simples amanhã
Faça uma criança, plante uma semente
Escreva um livro e que ele ensine algo de bom
A vida é mais que um mero poema
Ela é real
E ainda que a velha mania de sair pela tangente
Saia pela culatra
O que se faz aqui, ainda se paga aqui
Deus deu mais que ar, coração e lar
Deu livre arbítrio
E o que você faz?
E o que você faz?
Aqui jaz um coração
Composição: Guilherme de Sá
Mais Que Um Mero Poema
Parece estranho
Sinto o mundo girando ao contrário
Foi o amor que fugiu da sua casa
E tudo se perdeu no tempo
É triste e real
Eu vejo gente se enfrentando
Por um prato de comida
Água é saliva
Êxtase é alívio, traz o fim dos dias
E enquanto muitos dormem, outros se contorcem
É o frio que segue o rumo e com ele a sua sorte
Você não viu?
Quantas vezes já te alertaram
Que a Terra vai sair de cartaz
E com ela todos que atuaram?
E nada muda, é sempre tão igual
A vida segue a sina
Mães enterram filhos, filhos perdem amigos
Amigos matam primos
Jogam os corpos nas margens dos rios contaminados
Por gigantes barcos
Aquilo no retrato é sangue ou óleo negro?
Aqui jaz um coração que bateu na sua porta às 7 da manhã
Querendo sua atenção, pedindo a esmola de um simples amanhã
Faça uma criança, plante uma semente
Escreva um livro e que ele ensine algo de bom
A vida é mais que um mero poema
Ela é real
É pão e circo, veja
A cada dose destilada, um acidente que alcooliza o ambiente
Estraga qualquer face limpa
De balada em balada vale tudo
E as meninas
Das barrigas tiram os filhos, calam seus meninos
Selam seus destinos
São apenas mais duas histórias destruídas
Há tantas cores vivas caçando outras peles
Movimentando a grife
A moda agora é o humilhado engraxando seu sapato
Em qualquer caso é apenas mais um chato
Aqui jaz um coração que bateu na sua porta às 7 da manhã
Querendo sua atenção, pedindo a esmola de um simples amanhã
Faça uma criança, plante uma semente
Escreva um livro e que ele ensine algo de bom
A vida é mais que um mero poema
Ela é real
E ainda que a velha mania de sair pela tangente
Saia pela culatra
O que se faz aqui, ainda se paga aqui
Deus deu mais que ar, coração e lar
Deu livre arbítrio
E o que você faz?
E o que você faz?
Aqui jaz um coração
Historiador e escritor filho de "São Mateus" de volta a "terrinha".
Meus amados leitores hoje foi um dia corrido, com desafios, tristezas e vitórias como tantos outros, no finalzinho do dia na “boquinha da noite” eu fui apresentado a um jovem saomateuense que há tempos não visitava a “terrinha”. Ele é Maximiniano Bezerra, vulgo Ciel, nasceu em São Mateus do Maranhão, morou próximo a Igreja Católica, nas redondesas a rua das flores antigo mercado central. Sem muita esperança de futuro em nossa cidade mudou-se ainda na mocidade para Vitória da Conquista na Bahia, onde cursou ensino médio, fez faculdade de Historia e pós-graduação em historia social antiga e medieval, reside no estado do Tocantins onde fez pós-graduação em historia regional do Tocantins pela UNITINS.
Ganhei dois livros dele; Flores Espinhos e Vendavais e Sob a Luz do Sol, com olhar peculiar de um são mateusense ele consegue em seus livros conciliar bom humor com critica social, ele descreve a linguagem e cultura regional o Bezerra pros íntimos Ciel abre a cortina para despir o que tem nesse universo da leitura, fico muito feliz em conhecer esse escritor filho de São Mateus, creio que nossa cidade fica mais rica em ter pessoas como ele fazendo com que nossa cidade seja vista como berço de artistas.
















