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SAUDADES DE SÃO MATEUS




Por: *Nelin Vieira



 Ah! se essa vida não fosse                                      
 Um pedaço tão doce                              
 Desse mundo bom.                             
 Talvez...                 
                                                    

 Ninguém me visse a sorrir.          
 Não, por eu não estar sempre aqui,
 E sim — se não houvesse o amanhã.                 
                                                           
Um amanhã... sem qualquer subordinação     
Às "aspas” terríveis do destino...
                                                                           
 Porque sou homem — estando longe               
 Mas quando chego em São Mateus                     
 Volto a ser um menino...                           
 ...aquele mesmo menino:             
                                    
Que chamava a pessoa pelo nome
Tinha medo de lobisomem,
E fazia dente de ouro de papel de Sonrizal.

Que comprava tudo em mercearias
O “parque” — eram as canoinhas do Zacarias,
E a partir dos 13, o “point” era o antigo
Bar Central.

Tinha namoradas em São Mateus e Piqui
As baladas sempre terminavam no Tamburi
E minha praia — o Tapuio do Vai-Quem-Quer.

Era amigo do estivador Tá Legal.
“A casa dos pais não tinha cerca no quintal”
E meu “Shopping” noturno — a famosa
Rua Pindaré...


Canoinhas do Zacarias eram balanços de madeira do parque de diversão, instalado na Praça da Matriz durante o festejo do padroeiro da cidade (setembro) e no pátio do Grupo Escolar Santa Clara, no período junino.

Bar Central, conhecido também como Bar do Zé Gomes, era o local de encontro de 81,57% dos adolescentes da geração de 70 (a maioria formada por estudantes do Ginásio Bandeirantes).

Piqui, localidade centenária que deu origem ao município de São                Mateus

Tamburi, árvore localizada às margens da BR 135, que abrigava um comércio (aberto 24h), composto por bares (um cassino), borracharia, barbearia e quiosques (que não deixavam faltar panelada, sarapatel, carne de sol, ovo frito, buchada, papada de porco, gongo assado na brasa etc)

Tapuio do Vai-Quem-Quer. Rio que banha a cidade e no inverno chega a 500 metros de largura, época em que chega a receber mais de cinco mil banhistas por dia.

Tá Legal, estivador são-mateuense que em 1968 usava um boné com a frase “Estivador Número 1”, daí, entendermos que o slogan da Brahma foi criado em São Mateus.



Rua Pindaré, era o local onde ficavam 84,32% dos bares e casas de  cômodos da cidade...


Em tempo: esse índice (84,32%) não tem nada a ver com a inflação do governo do presidente Sarney, em fevereiro de 1990. É apenas coincidência de percentuais da pesquisa realizada pelo Instituto Mão-Na-Roda.

                                                                 


*Nelin Vieira, filho de São Mateus, sindicalista, publicitário e jornalista.  Escreve na revista  Almanaque JP Turismo. e-mail: nelinvieira@superig.com.br.  

Pra frente querida São Mateus!


Iriomar



Por *Iriomar Teixeira


Hoje, nossa querida São Mateus aniversaria. Lá se foram 50 anos de história. Somos uma cidade privilegiada do ponto de vista geográfico, pode-se afirmar que estamos no coração do Maranhão, somos banhado por dois importantes rios maranhenses, Mearim e Peritoró, sem contarmos  os lagos e o nosso famoso rio Tapuio.

Temos uma das terras mais férteis do estado, aqui tudo que se planta dá. Arroz, mandioca, milho, feijão, melancia etc. Construímos esta cidade nestes 50 anos graça a bravura de milhares de homens e mulheres trabalhadores e honestos desta terra.
Nestes 50 anos, praticamente tudo que construímos foi na base da coragem, do enfrentamento às varias formas de sofrimentos, assim, para não incorrer em injustiça quero dedicar este escrito a todos os homens e mulheres de fibra que hoje já não estão conosco, mais que muito contribuíram para chegarmos até aqui.

Muitos chegaram aqui de outros estados e foi fazendo seu pedaço de roça, sua pequena quitanda... já outros vieram de outros países e da mesma forma aprenderam a amar esta terra.
Por outro lado, no decurso deste meio século o poder público sempre foi ausente, deixando seus cidadãos em situação de extremo abandono, certamente se dependesse deste não seriamos o que somos, pois o que ser ver é a formação de quadrilhas especializadas no roubo de dinheiro público.

E visível o abando em que se encontra nossa cidade. Os povoados antes cheios de gente viraram verdadeiros desertos, as estradas vicinais abandonadas, as famílias camponesas, expulsas de suas terras, outras  já na produzem como antes, isso por falta de incentivo, ou seja, a zona rural vive em total abandono, sem posto de saúde, escolas dignas, água potável sem direitos básicos.

Hoje, o que temos provém basicamente do funcionalismo público, das aposentadorias, dos programas do governo federal, bem como do dinheiro ganho com muitos esforços por centenas de sãomateusenses, trabalhadores e trabalhadoras que tem que deixarem suas famílias em busca de emprego em outros estados do Brasil.

Isso, para dizer que o poder público estadual e municipal nada faz para o melhoramento da cidade. O que se ver é uma minoria cada vez mais rica, enquanto a grande maioria da população tem seus direitos básicos violados, negados, se não vejamos nossas ruas, nossas escolas, o transporte escolar, a falta de alimentação escolar, a crescente violência, a disseminação do uso de drogas principalmente entre a juventude.

Que esta data nos sirva de reflexão profunda. Tenhamos consciência que o futuro e o presente da nossa querida cidade esta sob nossa responsabilidade, isso significa  que temos ser cidadãs  e cidadãos participantes que, por meio da cidadania organizada possamos no dia a dia construirmos uma cidade mais digna de se viver, para esta e  outras gerações.
Me junto a milhares de saomateusenses para cantar neste dia a esta encantadora terra.
Parabéns! Pra frente querida São Mateus, construamos  outros 50!

*Iriomar Teixeira- Assessor jurídico das Redes e Fóruns de Defesa da Cidadania do Maranhão, militante dos direitos humanos, advogado e  filho de São Mateus.

Concurso de Crônicas sobre os 50 anos de emancipação política de São Mateus do Maranhão.



No intuito de fomentar a cultura da escrita e a descoberta de novos talentos no meio de nossos jovens o blog EMPODERAMENTO, lançou o Concurso de Crônicas sobre os 50 anos de emancipação política de São Mateus do Maranhão.

A escola C.E.E Alves Cardoso na pessoa da professora Iraíce Queiros acatou a proposta e com seus alunos do 3° ano A e B foi realismos o concurso donde saíram as cinco crônicas finalistas, poderia ser mais, no entanto preferimos cinco representado os cinquenta anos da cidade.

Tivemos como avaliadores :  Professora Iraíce, Professora Altina, Escritor Nelyn Vieira e o moderador do Blog EMPODERAMENTO Cleyton Ferreira Lima.

O Supermercado Canadá apoiou essa ideia colaborando com a placa para o primeiro lugar e os certificados dos demais.

Um presente para nossa cidade feito por aqueles que amam essa terra. 

Série São Mateus 50 anos: Dona Arvoreta.



Por : *Tuanny Mesquita Ferreira              

Não se tem exato quanto ao tempo de povoamento, sabe-se entretanto que foi por volta de 1907, e em 26 de dezembro de 1961 foi de fato formada cidade.
         
Hoje aproximadamente 39.107 habitantes, essa é a São Mateus, cidadezinha pequena, mas boa de viver. Aqui não tem praia, mas tem rios, não tem cinema, mas tem amigos pra se reunirem e assistirem um filminho no fim de semana.
         
São Mateus foi onde nasci e moro até hoje, aqui não é a melhor cidade do mundo nem a mais bonita, mas é aqui onde encontro o melhor lugar do mundo, e não posso esquecer-me da dona Arvoreta, uma velha arvore que fica aqui no meu bairro, dentro de um campo de futebol, e é ao lado dela que fico quando as coisas não estão indo muito bem. E é com ela que penso e converso, dona Arvoreta é o nome que dei a ela, diferente de todas as arvores , porque fala, ouvi e vê. Dona Arvoreta diz que está aqui antes de São Mateus ser São Mateus, viu como tudo se formou, diz que no inicio era melhor, não se sentia tão só, tinha vários amigos e morava com sua família, mas em um triste dia acordou e não a mais viu. Olhou em volta e só viu pessoas correndo atrás de uma bola, diz que nunca se esquecera disso, diz também que nunca se esquecerá do dia que me conheceu, ela se lembra de tudo, conta que cheguei sem falar nem com licença pedi e subi em cima dela, comecei a chorar, e depois a ter um ataque de risos, foi quando ouvi a dona Arvoreta falar comigo: Êi mocinha! Porque você esta chorando e rindo? Perguntou dona arvoreta.
         
Não consegui parar de rir, dona Arvoreta estressou-se e me jogou no chão e foi ai que comecei a rir mais ainda. Dona Arvoreta não se conteve e começou a rir junto comigo, e passamos horas rindo as duas... Foi assim que ficamos grandes amigas.


*Tuanny Mesquita Ferreira 17 anos,  filha de Antonio Aranair Batista Ferreira conhecido como Aranair e de dona Cléia Maria Mesquita Ferreira conhecida como Dona Cléia. Mora aqui desde que nasceu em 1994 no bairro São José (Toca da Raposa) está concluindo o ensino médio na C.E.E Alves Cardoso.
1° Lugar no Concurso de Crônicas sobre os 50 anos de emancipação política de São Mateus do Maranhão.

Série São Mateus 50 anos: Minha terra! Porque não?



Por: * Rômulo de Araújo Vieira
         
Realmente não nasci nessa terra, mas foi aqui onde nascera meu pai. Sou filho da “cidade grande”, de família humilde e trabalhadora que como muitas tiveram que sair pra trabalhar fora. Ao chegar por aqui fiquei espantado, perguntei a mim mesmo, onde andarão todos os carros? Onde se enfiaram os prédios? Onde está aquela multidão de pessoas? Perguntas comuns feitas por estranhos ao se deparem com lugares diferentes.
         
Não me encontra perdido, mas realmente não sabia onde estava. E só me restava à curiosidade, que me consumia, e só aumentava meu desejo de desbravar esse lugar, ate então desconhecido por mim.
         
Passado algum tempo notei que aquela que São Mateus deixara de ser apenas aquela pequena cidade. Comecei a olhar-la com outros olhos, e percebi que as maiores qualidades se encontravam nos pequenos detalhes, nas crianças ingênuas brincando nas ruas e praças sem preocupação, nas casas e avenidas; simples, porém com um toque de capricho; Nas escolas, antigas, mas que conta com alunos sedentos por aprender. O desenvolvimento anda devagar, contudo a esperança para mudar essa situação é extensa, e está no amor a esta terra como diz o poeta Gonçalves Dias “Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá”
         
Foi aqui que ganhei uma das mais belas coisas que alguém pode ter: Amigos de verdade. Me deixei envolver, chorei, sorrir, gritei e pulei, ouvi vários conselhos, criei raízes. Alguns podem até falar mal, fazer criticas contra minha cidade, mas hoje piso nesse chão e concerteza podem afirmar São Mateus não é o paraíso, mas se alguém me perguntar posso dizer foi aqui que vivi os melhores momentos da minha vida. São Mateus MINHA TERRA.
        
* Rômulo de Araújo Vieira, 17 anos filho de José Carlos Batista Vieira, conhecido como Zé Carlos e de Dona Maria de Fátima de Araújo Vieira, conhecida como Nena, nasceu na cidade de Gama – DF é filho de coração e alma de São Mateus, chegou aqui me 2006, mora na P.A Nova Guinê. 

Série São Mateus 50 anos: Cidade em Evolução.



Por: *Lucas Alves da Silva  

Mais um ano se passa em São Mateus do Maranhão e com esse já são cinquenta. Para muitas pessoas não significa nada, para outras é motivo só de criticas, mas pra quem realmente ama é motivo de felicidade.
         
Não podemos só reclamar que a cidade não evoluiu o esperado, mas também nos alegrar e fazer essa mudança, embora não seja a desejada para muitas pessoas, vale à pena, porque antes de tudo, São Mateus é a terra de nossos avôs, nossos pais, nossos amigos e nossos vizinhos.
         
Quando hoje, ando pelas ruas e tento imaginar como seria a cinquenta anos atrás, reconheço que a evolução não é tão pequena assim como dizem. Assim como não se alcança o coração de alguém com pressa, também não conseguiremos a “cidade dos sonhos” da noite pra o dia, pois tudo tem seu tempo, Deus só nos dá o que podemos administrar.
         
Foi nas ruas de São Mateus que quando crianças, corríamos e brincávamos sem nos preocupar com os problemas do dia a dia. É o lugar onde vivemos, trabalhamos, sorrimos e choramos e onde também podemos criar nossos filhos.
         
São Mateus é a cidade que fizemos toda nossa historia e que a cada dia que passamos escrever mais um capitulo.

*Lucas  Alves da  Silva,   17  anos  filho de  Francisco Rodrigues Silva  (Chiquinho)  e de Maria Lucilene  Alves da Silva    (in memória)  mora em São Mateus desde que nasceu. 

Série São Mateus 50 anos: De muitas, uma das poucas.



Por: *Felipe da Conceição Moura.

De muitas, uma das poucas! Com essa frase tento falar de nossa cidade. E você se pergunta: de muitas o que? E eu te respondo: São varias cidades em nosso entorno e São Mateus consegue se sobressair, tanto na economia como na população. Um povo que se engaja na política e veste a camisa de seus ideais.
         
Dessas cidades próximas, as únicas que tem poder econômico melhor que a nossa é Pedreiras e Bacabal que são uma das maiores cidade do Estado, isso é reflexo de que São Mateus tem um comercio efervescente e um consumidor exigente, atendo com as tendências da moda, tendo em vista o numero de lojas de nossa cidade.
           
Cinquenta anos, muito mais de trinta e nove mil  habitantes e um presente pro próximo ano, o que é? Uma agencia do INSS, isso mesmo conseqüência do crescimento!  
         
Quem tem? Quem tem? São Mateus tem!
         
Esses e outros aspectos São Resultados do reconhecimento Nacional e Estadual de como temos crescido e nos fortalecido.
         
Em fim São Mateus somos nós que a fazemos, nós o povo sãomateuense!
        Parabéns São Mateus do Maranhão!!! De muitas, uma das poucas

*Felipe da Conceição Moura, 17 anos, conhecido como Felipe-Extreme
Filho de Antonio Alberto dos Santos Moura, conhecido como Alberto, e de Maria Raimunda Raquel da Conceição Moura, conhecida como Raquel. Reside na P.A Tímbauba desde que nasceu.

Série São Mateus 50 anos: Cinquenta anos da Samas do Ma.



Por: *Josiane Govêa da Silva


Muitos anos de vida não significa necessariamente um amadurecimento preciso, mas 50 anos, há  50 anos apontam muitas coisas: historias, lendas, polêmicas e muitas outros fatos que acontecem na vida de alguém, ou nesse caso de uma cidade chamada São Mateus do Maranhão, carinhosamente apelidada por alguns jovens de Samas do Ma.
     
Há cinquenta anos atrás Samas era completamente deserta, poucas casas, praticamente onde Judas havia perdido as botas. Hoje em dia não se vê mais aquela cidadezinha de antigamente; hoje ela tem escolas públicas e particulares, postos de saúde, bancos, lojas espalhadas por todo canto, e um comercio em cada rua, é, realmente a cidade cresceu e se desenvolveu, mas ainda falta muito.  
         
Embora a educação não seja uma das melhores, aquilo que se diga: Nossa que maravilha! Mas dá pro gasto, só depende de um pouco do interesse dos alunos e a ajuda dos professores para não repetirmos todo ano.
      
Tem uma coisa que deixa os sãomateuenses orgulhosos, é quando a nossa cidadezinha querida passa na rede globo, é uma alegria só, mesmo que seja para falar mal, a gente fica feliz, afinal não é todo dia que isso acontece. Pensando bem até que eles poderiam mostrar as coisas boas, como...bom essa não, mais   tem a...isso também era ruim,tem aquele dia em que... deixa pra lá.
         
Enfim, a cidade de São Mateus pode ser para muitos, uma cidadezinha qualquer ou um povoado. Mas para mim São Mateus do Maranhão é a cidade onde conheci pessoas novas, fiz amigos, sou feliz e não troco esse continho por lugar nenhum no mundo.


*Josiane Govêa da Silva, 18 anos, conhecida como Jose, filja de Manoel Barbosa da Silva conhecido como seu Manoel ou candidato, e de dona Raimunda Govêa da Silva, conhecida como Raimunda. Reside aqui desde 2006. 

Série 50 anos. A Maior atração de uma cidade é a qualidade de vida de seus moradores.



Oi! Amigos
 

Saudações calorosas a todos que visitam este site/ blog

A todos os meus contemporâneos especialmente aqueles que conviveram comigo na pacata cidade de São Mateus do Maranhão. Neste momento agradeço a cidade
 que me acolheu durante muitos anos e que acolhe minha família, meu filho, meus sobrinhos e amigos, assim como os demais moradores, independente da idade ou condição social.

Lanço uma voz de saudade e de respeito às pessoas queridas que ai conheci e que se foram para sua morada eterna.
 

Quanto a realidade atual de São Mateus não podemos tapar o sol com a peneira e não falar da falta de compromisso dos gestores e as falhas cometidas ao longo destes 50 anos de emancipação.
Nossa população continua sofrendo por falta das coisas mais básicas, Saúde,Educação, Saneamento e segurança...Vemos a pobreza nas ruas, nos bairros,vilas e na zona rural.

Vemos o nosso povo mendigando amparo, uma ajuda, uma oportunidade.Nossos jovens desassistidos, melancólicos, desesperançados, revoltados pela falta de oportunidades. Muitos acabam indo para o caminho da desilusão, do tráfico, das drogas, do crime e da violência. Outros buscam oportunidades de
trabalho em outros Estados ficando assim longe dos familiares.

Sinto saudades dos cheiros, das pequenas flores, do banho no tapuio, do cuscuz de arroz, do peixe no leite do babaçu. São tantas as belezas que a cidade propõe  nos seus cantos diversos....
Deixo minha admiração pelo seu Hino, a sua Bandeira e o seu Brazão, sua história, seus nomes. Louvo esse povo guerreiro, humilde, trabalhador.


Estamos juntosssss. Um abraço ao povo de São Mateus, PARABÉNS pelos seus 50
anos.SAUDADES DE TUDO E DE TODOS


*Modestamente, muito obrigada.
Hirany Queiroz.
In Japão.
  

O último Natal


Por *Julio Ribeiro

O último Natal

A prostituta tinha uma pele alva de princesa. O homem aspirou um pouco mais de fumaça e olhou para a janela. Olhou para os prédios próximos do local e viu as luzinhas frenéticas oscilarem numa frequência que seus dois olhos não podiam acompanhar. Estava introspectivo, com  as visões vermelhas, irritadas por algo.
Laura acreditava que era a fumaça do cigarro que estava fazendo com que seus olhos ficassem daquela maneira, mas então lembrou que ele já chegara ao quarto com aqueles olhos. Ela estava vestida, usava um moletom cinza, e uma jaqueta sobre os braços, por que estavam no último andar, e um vento frio entrava pela janela, que ele insistia em deixar aberta.
- São 100 reais – ela falou numa voz trêmula, estava assustada.
O homem se virou para ela e riu:
- Você vai fazer o quê? Essa noite? – ele perguntou jogando o cigarro pela janela.
- Dormir – falou assustada, cada vez mais apertando os braços contra o próprio corpo.
- E sua família? Você não tem? – perguntou sem olhar para a cama, enquanto observava seu cigarro cai em algum lugar da calçada.
- Não. Meu filho vai ceiar com os avôs.
O homem virou a cabeça surpreso.
- Você tem um filho? – a olhou dos pés até o rosto. Ela era linda. Não era como as outras garotas que ele contratara, tinha um cabelo loiro e um ar de universitária, tinha certeza que ela fazia faculdade.
- Tenho – levantou da cama -, são 100 reais.
- E por que não passa a ceia com eles? Ainda dá tempo. Agora que são 7 horas. – Olhou para o céu nublado pela janela em busca de uma sequer estrela, mas não encontrou.
- Não, foi 100 reais, senhor – falou estendendo a mão tentando evitar que o frio e o medo a fizessem tremer.
O homem ficou a encarando com um sorriso por alguns segundos.
- Eu não tenho ninguém pra passar o natal, e eu não quero ficar sozinho esse ano...
- Por favor, senhor, eu só quero ir embora – botou o cabelo que caía no rosto atrás da orelha.
- Eu pago o dobro, só quero que fique comigo aqui, é só um presente de natal, será que pode me dar? – ele falou segurando o pulso de Laura apertado.
Naquele instante Laura conseguiu ler os olhos do senhor. Ele tinha aparentemente 40 anos, era magro, pálido, e pelos traços finos devia ser rico. Não tinha intenção alguma de fazer mal a ela. Ela não estava mais com medo.
- Não, senhor, eu só quero ir pra casa – disse puxando o pulso com força das mãos finas do homem.
Ele abriu a carteira com um rosto inexpressivo e tirou uma nota brilhante de 100 reais do meio das outras. Laura agarrou a nota depressa, e apanhou a bolsa, calçou os sapatos caros, e caminhou depressa rumo à porta.
- O que quer de natal? Eu posso te dar o que você quiser. – o homem falou para Laura com um sorriso no canto da boca, tinha um olhar fraternal apesar dos serviços prestados há alguns minutos atrás.
Laura já com todo o corpo do lado de fora da suíte, o olhou sorrindo pela brecha da porta que ainda deixara.
- O que eu quero... O senhor não pode me dar – fechou a porta e saiu rígida caminhando por aquele corredor brilhante.
Laura chegou ao elevador, esperou alguns minutos, e entrou, mexeu no celular, não tinha nenhuma mensagem, então ligou os fones de ouvido e entupiu a cabeça com seu rock inglês refinado. Sentiu-se triste por um segundo, então tratou de cantarolar a música. Quando saiu do elevador caminhou devagar até o portão de saída, reparando atenciosa a decoração interna do prédio. Puxou um pouco a saia por causa do frio, e abriu o portão de vidro.
Tinha pessoas gritando do lado de fora, um bolo delas reunidas numa das calçadas, carros paravam, e ela logo supôs que um acidente tinha matado alguém justo na noite de natal. Correu até o tumulto, empurrando as pessoas até chegar no oco do centro.
Então tirou os fones de ouvido e sentiu o corpo inteiro tremer.
Ela vira aquele cara há alguns instantes atrás. E ele fora muito gentil e ofereceu qualquer presente que ela quisesse, mas ela recusou, por que achou que sua solidão era impossível de acabar, e certamente a dele também...



*Nome:Julio Ribeiro
 Idade: 17 anos (09/03/1994)
 Filho de São Mateus, aluno do ultimo ano do ensino médio no Colégio Militar   Tiradentes, em Bacabal, pretende fazer engenharia mecânica em São Luis, escreve desde os 13.


Comemorações de Fim de Ano, a importância de se juntar.



      Comemorar tem um significado de memorar  junto, fazer memória, lembrar junto. Há vários modos de comemorar. Existe a comemoração festiva e a não festiva. Mas todas juntando pessoas, nunca se comemora só.
   John Donne (1572-1631) foi o mais notável dos Poetas Inglês metafísico e um churchman famoso pelas suas atraentes sermões. E Disse: 
       “Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do género humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”. 


       No fim de ano chegam às festas de Natal em família, na casa da tia, da vovó, ou mesmo na vizinhança. Existem também as confraternizações de fim de ano, nas empresas, igrejas e outras agremiações. Todas com o intuito de lembrar: vitorias e desafios conseguidos no ano que se finda.
       Fim de ano em São Mateus do Maranhão tem um ar também de nostalgia, principalmente de conterrâneos que chegam de férias e olham nossa cidade e se lembram dos tempos que outrora viviam aqui. É o saudosismo, que tem seus pontos bons e ruins. Mas como disse o poeta : O tempo não para! E esse ano nossa querida cidade esta completando 50 anos, Jubileu de Ouro, e muito ainda precisa ser feito, é fato que ela está maltratada, mas é fato também que ainda tem jeito, e a participação dos que querem o bem dessa cidade é fundamental, eu disse o BEM e não os BENS. E só faremos dessa cidade uma cidade melhor se conseguirmos se juntarmos, assim como nas comemorações de fim de ano, soubermos está juntos com laços fraternos em busca de dias melhores, para que esse ciclo de comemorações tenha outras fins de ano, outros 50 anos para comemoramos.




Série 50 anos. Lembranças de são Mateus





 Lembranças de são Mateus


Quando lembro de São Mateus a primeira coisa que me vem à mente é saudade. Saudade de um tempo em que colher manga madura, chupar deliciosos cajus, subir nas árvores e correr pelas ruas era um prazer inenarrável.

Não posso lembrar-me de São Mateus sem lembrar do Tapuio nem da Lagoa do Catêbo, não sei em qual dos dois aprendi nadar, mas sei que em ambos me divertir muito.

É impossível pensar em São Mateus: sem lembrar da minha infância, repleta de alegria e amizade; sem a emoção das partidas inesquecíveis de futebol. Quando a ausência de chuteiras não impedia as jogadas geniais dignas de qualquer craque que hoje encanta multidões. Quando os buracos e pedregulhos que feriam nossos pés descalços não apagavam a paixão pelo o esporte.

Se eu fosse um governante em São Mateus três coisas eu faria: a primeira era transformar a área onde está localizada a lagoa do Catêbo num Parque Ecológico.

Segundo, cuidaria do Tapuio como quem cuida de uma jóia preciosa e não deixaria que nada ameaçasse a sua existência, nem sua beleza.

A terceira coisa que eu faria era cuidar para que os campinhos de futebol não desaparecessem.

Se no dia em que São Mateus completasse seus  cinqüenta anos eu ainda morasse lá sairia pelas ruas abraçando cada pessoa que encontrasse pelo caminho, meus vizinhos, amigos e desconhecidos e falaria para cada um o quanto amo esta cidade.

Como hoje estou distante deixo o meu abraço de retribuição por tudo que vivi nesta que tem o status de ser a única que um dia me viu nascer.

É como um poeta apaixonado que me ponho a versejar ao dia que completarás 50 anos.

Ontem tão pequenina hoje uma jóia rara.
Ontem um sonho, hoje uma realidade bonita
Ontem o inicio, hoje o recomeço
Ontem um, hoje cinqüenta

Ontem um, hoje milhares de filhos e filhas agradecidos
Por um dia terem nascidos no melhor lugar que o planeta reservou para alguém vir ao mundo.

À melodia de um canto belo à sobra de um Ipê Amarelo que repouso agradecido.
Não há nada mais singelo do que o prazer de ser um filho teu.
Estará sempre nos meus planos,
Feliz 50 anos...
Meu querido São Mateus.



Maximiano Santos Bezerra,
 nasceu em São Mateus do Estado do Maranhão, estudou no Grupo Escolar Santa Clara e no Colégio São Francisco, mudou-se adolescente para Vitória da Conquista na Bahia onde cursou faculdade de História e fez Pós-graduação em História Social Antiga e Medieval pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.
No Tocantins Cursou: Pós-graduação em História Regional do Tocantins e História da África, da Cultura Negra e do Negro no Brasil pela Universidade Federal do Tocantins.
Coordenou a ONG: Associação de Preservação Ambiental de Taquaruçu por dois mandatos.
Presidente do Fórum Permanente de Educação e Cultura Afro-brasileira do Tocantins
Interlocutor do Ministério da Educação no Estado no trabalho com Direitos Humanos.
Técnico da Secretária Estadual de Educação do Tocantins.


Atualmente diretor da Diretoria de Educação Indígena e Diversidade da Secretaria do Estado do Tocantins


Residência: Reside em Taquaruçu, um distrito eco-turístico localizado a 36 km de Palmas, capital, com aproximadamente quatro mil habitantes. No distrito o escritor encontra a tranqüilidade e a inspiração necessária para o desenvolvimento de sua obra que conta hoje com três livros publicados e um concluído e outro em fase de conclusão.

Beijo Melado, 20 anos tirando qualquer um da dieta.



Quanto se pensa em uma lanchonete em São Mateus, a primeira que vem em mente é “Beijo Melado”, lembro que foi nela a primeira vez que comi pizza, e isso há uns 15 anos a trás, hoje a lanchonete que ganhou o premio de melhor lanchonete da cidade, através de pesquisa de opinião da agencia Stilu’s e Jornal Regional-MA, completou 20 anos. Sempre com guloseimas, que fazem qualquer um sair a dieta, o cardápio é feito pela equipe da casa, e pelos empresários Cleber Lobão e sua esposa Conceição Lobão. Na noite de hoje a lanchonete esteve lotada de amigos e clientes, onde desfrutaram de pratos da casa e algumas novidades.
Pioneira na cidade em vários pratos, Beijo Melado foi uma das poucas lanchonetes do Maranhão que ofereceu sorvetes com sabores típicos do Estado, por exemplo, o sorvete de Coco Babaçu, que a meu vê deveria ser mais divulgado pelos órgão do município e do estado...
Proprietários do Beijo Melado 
Durante todo dia, nas redes sociais da internet a lanchonete recebeu elogiou de gente de São Mateus e de outras cidades.Parabéns aos empresários, funcionários e clientes dessa empresa que faz parte dos 50 anos da cidade onde 20 oferecem o melhor lanche da nossa terrinha. 

Série 50 anos. Domingos Silivera.



Hoje veremos mais um nome dos famosos anônimos de São Mateus do Maranhão, retirado do Livro O Centésimo emprego de Seu Lelé Bristol, do autor filho de São Mateus, Nelin Viera.


Domingos Silivera

Domingos Batista Vieira, oriundo do povoado Melancias, em Magalhães de Almeida, e foi um dos fundadores de São Mateus do Maranhão. Viveu até dia 07 de Fevereiro de 1995, foi lavrador e comerciante de secos e molhados na rua Quiçau, onde fica o famoso Solar dos Vieiras. Depois que fechou o comercio na rua Quiçau, montou um BR na boêmia rua Pindadé onde muitos moradores de São Mateus conhecia os prazeres da carne.
A Câmara Municipal de São Mateus do Maranhão,  por iniciativa do então vereador Raimundinho da Voz, deu o nome da rua que fica do lado do Espaço Cultural de “rua Domingos Batista Vieira.

Quem tiver alguma informação adicional, comente aqui no blog ou enviei e-mail ferreiralima777@hotmail.com e não deixe a historia acabar.

Série 50 anos. Pessoas de São Mateus do Maranhão, Dona Nely do Cartório.


 Predio do antigo Cartório

Hoje veremos mais um nome dos famosos  de São Mateus do Maranhão, retirado do Livro O Centésimo emprego de Seu Lelé Bristol, do autor filho de São Mateus, Nelin Vieira.


Nely de Mesquita Morais Lemos.

Dona Nely do Cartório foi tabeliã e proprietária do Cartório Único de Registro Civil de São Mateus do Maranhão. Educadora uma das fundadoras do Colégio Sesquicentenário da Independência. Uma grande mulher que construiu com esses 50 anos de São Mateus.